A ocupação MTST em São Bernardo, vista de dentro.

Trabalhadores sem teto ocupam terreno para cobrar dos governos municipal e federal uma solução para o problema da moradia; são 60 mil metros quadrados que estavam havia 40 anos sem cumprir sua função social.

Pelo menos 6.500 pessoas ocupam um terreno na rua João Augusto de Souza, em frente à fábrica da Scania, no bairro Planalto, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

Esta é a maior ocupação já realizada pelo MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto). O que pedem é uma solução para o problema da moradia, com um cadastro em um programa habitacional, por exemplo. Muitos dos que estão ali são desempregados. Outros recebem salários tão baixos que têm que escolher entre pagar o aluguel ou comprar comida.

No terreno não há luz, água nem energia elétrica. Uma cozinha improvisada serve café da manhã, almoço, um lanche e o jantar – tudo feito com alimentos doados. A Guarda Civil Metropolitana (GCM) de São Bernardo mantém uma viatura em cada rua que dá acesso ao terreno para impedir a chegada de carros com mantimentos.

A cada dia chega mais gente, relatam os coordenadores. A ocupação começou no dia 2 de setembro, quando cerca de quinhentos trabalhadores sem teto colocaram de pé as primeiras barracas de lona e ripa de madeira.

Com 60 mil metros quadrados, o espaço estava desocupado havia 40 anos e a construtora MZM, que já pediu reintegração de posse mas ainda não conseguiu, não declarou o que pretende fazer ali.

No último sábado (16), um homem que estava no local foi atingido por um disparo. Segundo o dirigente do MTST Guilherme Boulos, o tiro veio de um dos prédios que cerca o terreno.

Assista abaixo à reportagem do Nocaute no local.

Um comentário

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Luiz Carlos

29/10/2017 - 23h02

Chocante as autoridades ficarem, como sabemos, pressionando para desocupar, atrapalhar e humilhar. A maioria são originários de outras ocupações que foram incendiadas ou desocupadas.
Enquanto isto o governo golpista zerou orçamento para o Minha Casa em 2018.

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