Escola Nacional Florestan Fernandes: o valor da solidariedade

Nós dizemos que a ENFF se constrói a partir do valor da solidariedade e na construção de projetos de emancipação dos povos do mundo. Por Clarissa Carvalhaes, enviada especial a Guararema

 

Nós dizemos que a escola nacional além de outros valores que aqui construímos nesse processo formativo, nós intensificamos especialmente o valor da solidariedade que a partir dele que a escola se constrói, nessa estrutura física que hoje temos aqui em Guararema e o valor da mística, da construção do novo projeto para classe trabalhadora, essa vontade de que as lideranças que suas organizações buscam nesse processo formativo, na construção de projetos de emancipação dos povos do mundo.

Pensando um pouco no nome da escola né? Que é Escola Nacional Florestan Fernandes, é o papel do Florestan Fernandes com relação a isso, em pensamento dele, diz justamente conseguir democratizar o acesso ao conhecimento acumulado por anos e anos pela humanidade. Sabemos que aqui no Brasil, não só né? Principalmente no Brasil, a grande desigualdade social atinge também a questão do conhecimento, que cada vez mais tem sido privilégio, historicamente é privilégios das classes dominantes, então o esforço da escola nacional em democratizar o conhecimento que é acumulado pelos trabalhadores, construídos pelos trabalhadores pro conjunto dos próprios trabalhadores é uma coisa bastante gratificante, né como professor. Pensando nisto de que pessoas do mundo inteiro, em sua maioria, pessoas trabalhadoras e ligadas a movimentos sociais, que lutam por direitos, poder trabalhar com essas pessoas, alem de ser uma rica experiência que nos engrandecem cada vez mais, justamente por ter acesso a essas diversas divergências e poder compartilhar conhecimento com eles também da outra qualidade pro próprio conhecimento, ele assume uma função social que é a de não apenas ser um privilégio, estar a serviço de quem realmente constrói, de quem realmente necessita.

Mohammed Jamal Moaz – Intercambista: Eu sou da Palestina e tenho 30 anos de idade. Recebi o convite para um curso na Escola Florestan Fernandes. Eu vim com outra idéia que seria um curso simples de estudos, com classes normais de intercambio de informação, mas ao chegar aqui, vi que é outro espaço, não se trata somente de uma escola, é um espaço que se sente verdadeiramente que a troca é possível. Aqui trocamos com várias pessoas de vários lugares do mundo e estamos aprendendo com essa experiência que o MST estabeleceu.

Eva Maria Gonzáles – Intercambistas: Acredito que esteja seja um espaço super importante para a Esquerda hoje, da America Latina. E, sobretudo para a esquerda que pensa, e como dizia Florestan, um socialismo realmente revolucionário.

Mohammed Jamal Moaz – Intercambista : Esta escola nos da esperança em um momento muito difícil e precisamos desta esperança porque não se trata de uma esperança escrita em livros. É uma experiência que estamos vivendo, estamos presenciando. Podemos construir uma saída para todos os nossos povos, uma saída da crise que estamos vivendo, buscando um mundo melhor, um mundo justo, um mundo sem exploração, que o mundo seja igual para todos igualmente e que a classe trabalhadora seja a líder nesta sociedade.

Policia invade a Escola Nacional Florestan Fernandes sem mandado de busca e apreensão 04/Nov/2016

 

Ronaldo Hernandes – Bibliotecário da ENFF: Primeiramente eu já aguardava, eu sabia que isso iria acontecer um dia, o jeito que caminhamos para a criminalização dos movimentos sociais e tenho certeza de que essa hora iria chegar. Estava na biblioteca, no dia 4 de novembro, quando copeira nossa nos avisou que o pessoal estava cercando a escola. Eu subi e percebi que tinha gente do lado de fora e não era uma policia normal, era policia da GARRA, uma policia extremamente violenta, e havia uma pessoa com uma metralhadora na mão, quando começou a invasão absurda, descabida, eu voltei para aonde estava os copeiros e vi um copeiro sendo agredido. Por incrível que pareça de extrema direita respeita muito pela força que a gente tem e Fechando este caso o que mais me doeu foi pancada nada, o que mais me doeu foi a humilhação que eles nos impuseram, isso foi terrível, mas vamos tentar superar isso estamos prontos para outra, eu tenho certeza absoluta que a classe trabalhadora mundial esta do nosso lado.

O Ato aconteceu no dia 5, convocado em menos de 24hrs pós o fato da manha do dia 4, foi uma grande demonstração de solidariedade entre a esquerda brasileira.

“É um golpe continuado, não foi só o afastamento da presidenta Dilma, é a repressão violentíssima a qualquer tipo de mobilização social.”

“A nossa juventude, a quem eu quero saldar, as 1200 escolas ocupadas pela juventude brasileira.”

Lula – “Que se cada um ficar gritando no seu campo e também ninguém quer abrir mão das pessoas, nas organizações falo o que quiser, entende o que quiser, aonde eu quiser, mas tem que ter um momento onde a gente decida se seremos capazes de fazer uma proposta para o futuro porque a gente que ter defender o legado mas tem que fazer a proposta do futuro.”

 

 

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