Todas as matérias: Gabriel Priolli

As redes sociais são a pornografia da opinião?

Não está na hora de discutir mais a fundo as redes sociais? Se elas são o núcleo da vida pública atual, se todo o jornalismo converge para elas, se toda a informação produzida por atores sociais de qualquer tipo é divulgada por elas, se a política depende delas, não é urgente debater o papel que elas cumprem?

O balcão de negócios da mídia com a política está sempre aberto

Quando a mídia não é controlada diretamente pelo poder político, para usá-la a seu bel prazer, é ela quem tenta controlá-lo, usando para isso o seu poder de moldar a opinião pública.

Crítica de Haddad à mídia não inclui os próprios erros

Depreende-se do texto que Haddad sofre da mesma soberba que critica em Dilma, corretamente, embora a sua tenha mais a configuração de vaidade acadêmica. Ambos parecem ter dificuldade de enxergar o próprio papel nos fatos de que participaram em posição-chave, imputando as derrotas que sofreram apenas a fatores externos e nunca a seus próprios erros.

A imprensa de sinhô e iaiá quer indiretas já

A imprensa senhorial, cabeça pensante e organizadora de manada do sistema golpista que assaltou o Estado há um ano, não tem o menor pudor de defender a legitimidade das Indiretas, com base no mesmo constitucionalismo de conveniência que usou para derrubar Dilma Rousseff.

A pós-realidade política é uma obra coletiva

O que temos é destruição de direitos conquistados há décadas e a consolidação do Estado autoritário. É regressão intelectual e moral, em nome de uma democracia formal, vazia de substância.

A polícia na redação. Levada pelos patrões.

A redação do Cruzeiro do Sul, um diário tradicional de Sorocaba, em São Paulo, foi visitada por um procurador de justiça e policiais, que não gostaram da cobertura que o jornal fez da Greve Geral de 28 de abril.

Para os valores da imprensa, não há déficit fiscal

Quando a grande imprensa corporativa esfregar na nossa cara o seu inarredável compromisso com os mais altos valores jornalísticos, vamos entender bem do que se trata. São valores a serem creditados em caixa, não a serem acreditados pelo distinto público.

Uma, nove ou dez pós-verdades sobre a mídia

A pós-verdade, definitivamente, é o esporte do momento. Os brasileiros gostaram tanto desse novo horizonte do conhecimento humano, em que não há mais limite entre o que é certo e o que é falso, que ele já virou até joguinho de internet.

Lula e PT na mídia, sempre mais iguais que os outros

Talvez a Globo possa esclarecer na próxima edição de seu manual de redação. Se houver alguém disponível na equipe, evidentemente. Alguém que não esteja mobilizado para criminalizar o PT e condenar Lula, porque tudo nesta vida tem as suas prioridades...

Referendo já, para dar rumo às baratas tontas

Dentro de um ano e meio, pode não sobrar nada para preservar. A enxurrada terá levado os direitos, as conquistas, o ouro, o pote e qualquer esperança de um céu multicolorido.

Novo Projeto Editorial da Folha vem escrito em cor de rosa

É uma lástima que milhões de brasileiros, muitos dos quais já foram seus leitores e mesmo assinantes, não enxerguem a Folha de 2017 com esse mesmo óculos cor-de-rosa. Talvez fossem mais felizes, se não vissem como a Folha fez e faz jornalismo de campanha há mais de dez anos, desde o Mensalão.

Pela terceirização geral da mídia

Neste momento auspicioso da vida nacional, em que 85 anos de proteção ao trabalhador são encerrados na aprovação de uma moderna e vibrante lei de terceirização da mão de obra, todos nós devemos refletir.

Gabriel Priolli e as lições diárias de desjornalismo da imprensa brasileira.

Na quarta-feira, dia 15, centenas de milhares de brasileiros saíram às ruas no país todo contra a reforma da Previdência. A imprensa falou em greve dos transportes, greve de servidores públicos, distúrbio ao trânsito, caos nas cidades, ato de apoio a Lula, menos no que levou tanta gente a se mobilizar. Deu voz a todos que quiseram atacar o protesto e a ninguém que pudesse simplesmente explicar o seu sentido.

Quem cria corvos compartilha a carniça.

Na penúltima vez em que a imprensa brasileira incentivou e sustentou uma aventura golpista, ela levou muitos anos para se arrepender e voltar ao campo democrático.

A miséria informativa compromete a democracia.

Não é preciso ter mais do que o Tico e o Teco na cabeça, mal falando entre si, para entender que a superficialidade das informações e o seu consumo acelerado, desatento, não fomentam exatamente a reflexão.