Todas as matérias: Gabriel Priolli

A PM contra os direitos humanos e a mídia contra os fatos

A imprensa dita liberal criou o monstro reacionário. Será engolida como foi no passado, se continuar fingindo que ele não existe.

O caradurismo risível do embate da Globo com a Folha

Acompanhar o noticiário brasileiro com visão crítica não tem sido nada prazeroso, mas, de vez em quando, a imprensa oferece momentos de puro deleite, se o freguês abstrai o profundo cinismo que ela pratica.

Debate político é um gênero extinto no rádio e na televisão

Uma Reforma Trabalhista foi aprovada e vai alterar radicalmente o mundo do trabalho no Brasil, mas não há e nem houve nenhum debate entre empresários e trabalhadores que o país pudesse acompanhar.

A era do juízo instantâneo faz do jornalismo um ramo da arqueologia

A justiça sumária já está cravada na alma das pessoas e é impossível desacelerar o ritmo alucinante do tempo, nem conter a explosiva expansão dos fatos em circulação: o jornalismo e a democracia sofrem com isso

As redes sociais são a pornografia da opinião?

Não está na hora de discutir mais a fundo as redes sociais? Se elas são o núcleo da vida pública atual, se todo o jornalismo converge para elas, se toda a informação produzida por atores sociais de qualquer tipo é divulgada por elas, se a política depende delas, não é urgente debater o papel que elas cumprem?

O balcão de negócios da mídia com a política está sempre aberto

Quando a mídia não é controlada diretamente pelo poder político, para usá-la a seu bel prazer, é ela quem tenta controlá-lo, usando para isso o seu poder de moldar a opinião pública.

Crítica de Haddad à mídia não inclui os próprios erros

Depreende-se do texto que Haddad sofre da mesma soberba que critica em Dilma, corretamente, embora a sua tenha mais a configuração de vaidade acadêmica. Ambos parecem ter dificuldade de enxergar o próprio papel nos fatos de que participaram em posição-chave, imputando as derrotas que sofreram apenas a fatores externos e nunca a seus próprios erros.

A imprensa de sinhô e iaiá quer indiretas já

A imprensa senhorial, cabeça pensante e organizadora de manada do sistema golpista que assaltou o Estado há um ano, não tem o menor pudor de defender a legitimidade das Indiretas, com base no mesmo constitucionalismo de conveniência que usou para derrubar Dilma Rousseff.

A pós-realidade política é uma obra coletiva

O que temos é destruição de direitos conquistados há décadas e a consolidação do Estado autoritário. É regressão intelectual e moral, em nome de uma democracia formal, vazia de substância.

A polícia na redação. Levada pelos patrões.

A redação do Cruzeiro do Sul, um diário tradicional de Sorocaba, em São Paulo, foi visitada por um procurador de justiça e policiais, que não gostaram da cobertura que o jornal fez da Greve Geral de 28 de abril.

Para os valores da imprensa, não há déficit fiscal

Quando a grande imprensa corporativa esfregar na nossa cara o seu inarredável compromisso com os mais altos valores jornalísticos, vamos entender bem do que se trata. São valores a serem creditados em caixa, não a serem acreditados pelo distinto público.

Uma, nove ou dez pós-verdades sobre a mídia

A pós-verdade, definitivamente, é o esporte do momento. Os brasileiros gostaram tanto desse novo horizonte do conhecimento humano, em que não há mais limite entre o que é certo e o que é falso, que ele já virou até joguinho de internet.

Lula e PT na mídia, sempre mais iguais que os outros

Talvez a Globo possa esclarecer na próxima edição de seu manual de redação. Se houver alguém disponível na equipe, evidentemente. Alguém que não esteja mobilizado para criminalizar o PT e condenar Lula, porque tudo nesta vida tem as suas prioridades...

Referendo já, para dar rumo às baratas tontas

Dentro de um ano e meio, pode não sobrar nada para preservar. A enxurrada terá levado os direitos, as conquistas, o ouro, o pote e qualquer esperança de um céu multicolorido.

Novo Projeto Editorial da Folha vem escrito em cor de rosa

É uma lástima que milhões de brasileiros, muitos dos quais já foram seus leitores e mesmo assinantes, não enxerguem a Folha de 2017 com esse mesmo óculos cor-de-rosa. Talvez fossem mais felizes, se não vissem como a Folha fez e faz jornalismo de campanha há mais de dez anos, desde o Mensalão.