Todas as matérias: Gabriel Priolli

Imprensa se arrepende dos pecados, mas nem pensa em confissão

"A imprensa se arrepende, mas, como é do seu feitio, não faz nenhum ato de contrição nem, muito menos, pede perdão pelos pecados. Autocrítica e pedido de desculpas, isso é só para o PT fazer".

Entrevista de Cunha expõe agenda política da Lava Jato

Preso desde outubro de 2016 e condenado a mais de 15 anos de prisão, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha concedeu entrevista à Época, revelando as "linhas tortas pelas quais a justiça de exceção e a mídia cativa escrevem as suas certezas duvidosas sobre o país".

Piada de Haddad vira fake news na Folha

Usando uma piada de Haddad, jornal noticia que o ex-prefeito de São Paulo seria um farsante que se pós-graduou graças à fraude e ao plágio da sabedoria alheia.

Um juiz de exceção: ao invés de aderir, critica o namoro da mídia com o Judiciário

Com o uso indevido da mídia, a presunção de inocência acabou. "Quem é exposto na imprensa, independente se de maneira justa ou injusta, do dia para noite está condenado", diz o ministro do STJ Sebastião Reis.

O cala-boca já morreu, mas vive em Porto Alegre e toda parte

A presidente do STF chegou a dizer que "o cala a boca já morreu". Pena que o cadáver esteja por aí lépido e fagueiro, calando bocas do Oiapoque ao Chuí. Ele não consegue perfumar o cheiro da podridão, mas age à vontade, cada vez mais solto, para matar o que resta de pensamento crítico e liberdade no país.

A PM contra os direitos humanos e a mídia contra os fatos

A imprensa dita liberal criou o monstro reacionário. Será engolida como foi no passado, se continuar fingindo que ele não existe.

O caradurismo risível do embate da Globo com a Folha

Acompanhar o noticiário brasileiro com visão crítica não tem sido nada prazeroso, mas, de vez em quando, a imprensa oferece momentos de puro deleite, se o freguês abstrai o profundo cinismo que ela pratica.

Debate político é um gênero extinto no rádio e na televisão

Uma Reforma Trabalhista foi aprovada e vai alterar radicalmente o mundo do trabalho no Brasil, mas não há e nem houve nenhum debate entre empresários e trabalhadores que o país pudesse acompanhar.

A era do juízo instantâneo faz do jornalismo um ramo da arqueologia

A justiça sumária já está cravada na alma das pessoas e é impossível desacelerar o ritmo alucinante do tempo, nem conter a explosiva expansão dos fatos em circulação: o jornalismo e a democracia sofrem com isso

As redes sociais são a pornografia da opinião?

Não está na hora de discutir mais a fundo as redes sociais? Se elas são o núcleo da vida pública atual, se todo o jornalismo converge para elas, se toda a informação produzida por atores sociais de qualquer tipo é divulgada por elas, se a política depende delas, não é urgente debater o papel que elas cumprem?

O balcão de negócios da mídia com a política está sempre aberto

Quando a mídia não é controlada diretamente pelo poder político, para usá-la a seu bel prazer, é ela quem tenta controlá-lo, usando para isso o seu poder de moldar a opinião pública.

Crítica de Haddad à mídia não inclui os próprios erros

Depreende-se do texto que Haddad sofre da mesma soberba que critica em Dilma, corretamente, embora a sua tenha mais a configuração de vaidade acadêmica. Ambos parecem ter dificuldade de enxergar o próprio papel nos fatos de que participaram em posição-chave, imputando as derrotas que sofreram apenas a fatores externos e nunca a seus próprios erros.

A imprensa de sinhô e iaiá quer indiretas já

A imprensa senhorial, cabeça pensante e organizadora de manada do sistema golpista que assaltou o Estado há um ano, não tem o menor pudor de defender a legitimidade das Indiretas, com base no mesmo constitucionalismo de conveniência que usou para derrubar Dilma Rousseff.

A pós-realidade política é uma obra coletiva

O que temos é destruição de direitos conquistados há décadas e a consolidação do Estado autoritário. É regressão intelectual e moral, em nome de uma democracia formal, vazia de substância.

A polícia na redação. Levada pelos patrões.

A redação do Cruzeiro do Sul, um diário tradicional de Sorocaba, em São Paulo, foi visitada por um procurador de justiça e policiais, que não gostaram da cobertura que o jornal fez da Greve Geral de 28 de abril.