Todas as matérias: Eric Nepomuceno

Depressão pós-golpe

Gilmar Mendes apartando Alexandre de Moraes. Eu achei que era o caso de ligar para o Arnaldo Goldenberg, que é um grande bom amigo meu, um psiquiatra aqui do Rio, pedindo para ele me livrar deste surto.

Pelo menos o Gilmar é autêntico. É… Mas o Idi Amim também era.

Eu não sei até que ponto isso é vantajoso. Hitler também não escondia o que era. Mussolini também não escondia o que era. Idi Amim, que é do meu tempo, também não escondia o que era.

‘Para encher o saco do PT’, um cafajeste provinciano destruiu o país

Aécio Neves, o playboy cafajeste e provinciano que acabou com o Brasil para encher o saco do PT. Com o aval do Fernando Henrique Cardoso e com aval da cúpula do PSDB.

A morte e a morte de Temer, o Ilegítimo

Em vídeo especial para o Nocaute, Eric Nepomuceno alerta: desse bando de sacripantas, vamos herdar um país que vai levar décadas e décadas para se recuperar

Aos olhos da Europa, o fim do golpista

Houvesse a estas alturas algum espaço para humor, eu diria que um ataque de modéstia me impede de repetir a frase de algumas mães de antanho: ‘Basta eu virar as costas, que vocês inventam alguma confusão’.

Na obsessão por Lula, turma de Curitiba não tem limites

Para tudo tem limite, menos para aqueles que estão obstinados em encontrar qualquer motivo para acusar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para quem resiste, fica a indignação.

O último mestre

Para mim, além do que se diz e dirá, restará para sempre a memória de um humor afiado e contundente, um olhar afetuoso para a vida e as gentes, uma inquietude suave e incessante. Antonio Candido foi a única pessoa que eu tratava de ‘senhor’ com prazer e sem solenidade. Foi talvez o último grande senhor deste meu, deste nosso tempo.

Em matéria de Direitos Humanos a Argentina consegue o prodígio de estar pior que o Brasil.

O governo do Macri começou pondo em discussão o número de vítimas assassinados e desaparecidos da última ditadura militar argentina.

O Brasil dos últimos dias

A manhã inteira até o meio da tarde, assisti na zona norte do Rio de Janeiro, uma guerra civil. Quer dizer, é uma cidade sem instituição, sem Estado, sem polícia.

De Madri vejo o aperto de mão de dois bandoleiros, um brasileiro e um espanhol: é Rajoy legitimando o Ilegítimo.

Estando eu em Madrid o chefe do governo espanhol, aquilo que a gente chama no Brasil de Primeiro Ministro, mas não é, é o presidente del gobierno, Mariano Rajoy, está no Brasil. O Ilegítimo recebe o Mariano Rajoy, é a primeira vez, além do Maurício Macri, que dispensa comentários, que um chefe de estado reconhece, legitima o Ilegítimo.

Nem o Papa

Teria sido um gesto diplomático, de inteligência de um governo onde falta diplomacia e falta inteligência, fazer uma sondagem antes de formalizar o convite. Mas o Temer formalizou. Muito bem, educadamente, o Papa alegou excesso, agenda carregada. Eu imagino que a agenda dele seja mais carregada que a minha e a de todos vocês juntos. Mas aproveitou e além de declinar do convite, ele aproveitou para lamentar a situação brasileira.

A Lista

O que vai acontecer? De uma coisa todos nós podemos ter certeza: virão mais delações, mais nomes, mais denúncias e possivelmente mais investigações. Ou sobre os que já estão na lista do ministro Fachin ou vai saber...

Equador: o progressismo avança, a despeito do banqueiro mau perdedor

É inevitável fazer a comparação entre a atitude do banqueiro Guillermo Lasso e a atitude do playboy mineiro Aécio Neves, derrotado por Dilma em 2014.

Minha pátria é doce por fora e muito amarga por dentro

A gente vê um golpe instalado e um governo fraco, frágil, além de ilegítimo. Que prometeu que ia haver crescimento econômico. A recessão piorou, o desemprego aumentou.

O perigo de hoje são as autoridades fora do controle.

O ídolo da direita. Aquele provinciano juiz de primeira instância chamado Sérgio Moro. Como se não bastasse esse camarada ter divulgado para a Rede Globo um diálogo entre a então presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, como se não bastasse esse sujeito ter ordenado uma condução coercitiva – que de fato é uma prisão, você está sendo preso por algumas horas – do Lula, ele resolveu pegar alguém menor, no sentido da dimensão política. Ele pegou um blogueiro, que eu não conheço, chamado Eduardo Guimarães.