Trump mantem agenda belicista, racista e supremacista

Apesar de uma certa expectativa, o discurso de Trump não trouxe grandes novidades, ecoando temas que vêm sendo repetidos desde sua campanha presidencial.

Nessa terça-feira, Trump fez seu primeiro “State of the Union”, o tradicional discurso que os presidentes dos Estados Unidos fazem todos os anos no Congresso, destacando os logros de seus mandatos e sugerindo pontos para a agenda de trabalho dos congressistas. Apesar de uma certa expectativa, o discurso de Trump não trouxe grandes novidades, ecoando temas que vêm sendo repetidos desde sua campanha presidencial.

Em um claro afago à sua base eleitoral, Trump manteve sua promessa de construir o muro na fronteira com o México, reforçando estereótipos que ressonam muito bem com seus eleitores. Também reiterou seu compromisso em combater, nas suas palavras, o “terrorismo radical islâmico”, dando novo aval ao tratamento de presos de guerra como “combatentes inimigos ilegais”, o mesmo limbo jurídico que permite manter pessoas presas indefinidamente em Guantánamo. Aliás, antes de seu discurso, Trump assinou uma ordem executiva justamente para manter Guantánamo aberta. A prisão tem hoje 41 pessoas detidas ilegal e indefinidamente, incluindo cinco que já tiveram a liberdade decretada.

Trump também aproveitou seu discurso para reiterar seu compromisso com a política de sanções que vem sendo implementada, destacando, especialmente, Venezuela, Cuba e Coreia do Norte – uma política que vem sendo percebida como “bem-sucedida” por membros da alta cúpula do governo Trump. Na última semana, por exemplo, Rex Tillerson afirmou que sinais de “fome e morte” na Coreia do Norte seriam evidências de que a estratégia diplomática dos Estados Unidos estaria funcionando bem. E nessa semana, um funcionário do Departamento de Estado afirmou, ao ser questionado sobre a eficácia das tais “sanções individuais” contra a Venezuela, que a estratégia estava sendo “extremamente eficaz”, uma vez que as sanções estariam efetivamente asfixiando a economia venezuelana. Ao perceber o que acabava de reconhecer – que as sanções “individuais”, entre aspas, são efetivamente uma arma para desestabilizar a economia venezuelana, o funcionário ainda tentou remediar o estrago, mas já era tarde demais.

Ao que tudo indica, o discurso de Trump não altera fundamentalmente a situação política dos Estados Unidos. Ainda cabem as mesmas críticas à sua agenda belicista, racista e supremacista. Ainda assim, é preciso reconhecer que é justamente essa agenda que reforça sua posição na base de apoio que o elegeu: para essa base, Trump está cumprindo suas promessas de campanha, relegando à oposição o ônus daquelas promessas ainda não cumpridas. Mais: invocando símbolos caros ao nativismo estadunidense, Trump retoma princípios basilares do nacionalismo à la Reagan, como o excepcionalismo estadunidense. Algo que cala fundo nos partidários do “sonho americano” dos mais diversos espectros políticos.

Um comentário

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Carlos Emílio Corrêa Lima

01/02/2018 - 19h45

Quanta simplificação e desinformação sobre Trump e sua luta contra o estado profundo,os mesmos inimigos dele sendo os inimigos de Lula. Quais as reais intenções da articulista em sonegar essa informação primordial ao publico brasileiro, principalmemte, instalada aqui , num blog pretensamente de esquerda?Aproveito para lhes enviar essa pequena reflexão sobre o assunto;
OS ALIADOS DOS ESTADOS-NAÇÂO ALINHAM-SE CONTRA O EIXO-SERPENTE DA GLOBALIZAÇÃO DO MAL NA TERCEIRA GUERRA MUNDIAL (DIFERENTE DE TODAS AS OUTRAS)
Quem poderia imaginar que os estados-nação mais consolidados e poderosos da Terra se unissem novamente contra um inimigo comum, inimigo de toda a humanidade,de todas as naçoes,povos e tribos e sibs como foi o nazi-fascismo que se esconde com sua midia tutelada por trás da palavra mercado?Mas não contra um outro estado nação,mas contra um sistema–cupim que se infiltrou por dentro de todos os estados nação. Quem poderia imaginar que entramos numa nova guerra mundial, completamente diferente de todas as outras?Hoje o inimigo é uma serpente mutante financeira cujos movimentos espasmódicos foram já suficientemente detectados pela intelligentsia intelectual e política do planeta e que se infiltra vampirescamente para destruir todos os estados-nação do planeta. Já se conhece seu modus operandi,como ela movimenta sua arquitetura só aparentemente mutante e insidiosa. Nos anos 1940 do século XX, a Inglaterra, os Estados Unidos e a União Soviética,isto é, Winston Churchill, Franklin Delano Rooselvelt e Joseph Stálin e seus respectivos povos se uniram, reagruparam seu esforços estratégicos e derrotaram o grande inimigo de toda a humanidade àquela época,os nazistas anti-humanos exclusivistas.Hoje, atualmente, novamente, três líderes mundiais ,três estados-nação,se unem contra o inimigo comum de todos os povos da terra, que é o sistema financeiro globalista que prentendia criar sem se fazer notar um estado policial global centralizado escravizador de todos os povos e nações ;Esta guerra total ,que vai se tornando evidente cada vez mais, realmente já.começou.A contra-reação revolucionária apresenta-se para qualquer um perceber ,Xi Jinping, Vladimir Putin e Donald Trump ,os novos aliados , China, Rússia e Estados Unidos então em guerra ,em uma nova e antes impensável aliança. Guerra total mundial cada vez mais declarada e exposta contra os noecons, os novos nazistas anti-humanos, nazistas sem pátria,exclusivistas sem alma e nenhum amor.

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