Sergio Moro é eleito “Homem do Ano” pela Câmara de Comércio Brasil-EUA

Em comunicado oficial, a entidade destacou a atuação do magistrado na operação Lava Jato

O juiz Sergio Moro foi eleito “Homem do ano” pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos nesta quarta-feira (8).

Em comunicado oficial, a entidade destacou a atuação do magistrado na operação Lava Jato, e lembrou que há dois anos Moro foi escolhido como uma das personalidades de 2016 pela revista “Time” e esteve na lista da “Fortune” de grandes líderes mundiais.

João Doria, Fernando Henrique Cardoso e Henrique Meirelles também já foram eleitos em edições anteriores.

Os EUA têm colaborado com o governo brasileiro em investigações de casos de corrupção. Segundo reportagem da Conjur, o FBI reforçou a equipe no Brasil em 2014, antes de a operação Lava Jato se tornar conhecida do grande público. Para o órgão do governo norte-americano, essa cooperação internacional no combate à corrupção seria um exemplo para o mundo inteiro.

A Convenção sobre o Combate à Corrupção de Funcionários Públicos Estrangeiros em Transações Comerciais Internacionais da OCDE, da qual o Brasil é signatário, prevê um mecanismo aberto de monitoramento pelos órgãos de investigação dos países membros. Em uma das reuniões semestrais dos signatários em 2014, o governo brasileiro teria solicitado suporte com as investigações da Lava Jato.

Funcionários e ex-funcionários do FBI e do Departamento e Justiça dos EUA e advogados se reuniram em São Paulo nesta semana para discutir investigações internacionais. O evento foi organizado pelo escritório internacional CKR Law, que está se estabelecendo no Brasil, pelo Comitê Brasileiro da Câmara de Comércio Internacional e pelo Demarest Advogados.

De acordo com reportagem da Conjur, os especialistas defenderam o compartilhamento de provas entre países sem a necessidade de passar pela burocracia exigida.

“O compartilhamento informal [de informações] é essencial para adaptar investigações rapidamente”, diz Robert Appleton, ex-DOJ e atual advogado da CKR Law, especialista em crimes do colarinho branco. No caso de provas a serem usadas judicialmente, “o pedido de MLAT passa por um processo formal, cuidadosamente escrutinado, que depende de revisões muito profundas de ambos os governos envolvidos.”

Os norte-americanos também defenderam as numerosas prisões da Lava Jato, que aumentou a quantidade de pessoas dispostas a fazerem delações premiadas.

Leia também: Petrobras se compromete a pagar R$ 9,6 bi a acionistas dos EUA

2 Comentários

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Antonio Claudio de Jesus

09/02/2018 - 12h39

Esse homem de fato merece esse prêmio, fêz um excelente trabalho para os Ricos Brasileiros e Americanos de modo geral levando reduzindo o preço de nossa matéria prima (Petróleo). Com isso trazendo uma certa segurança ao setor energia americano. Agora quanto aos brasileiros? Há isso não vem ao caso.

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Octavio Pires

08/02/2018 - 15h28

Uma pergunta: quais são os critérios adotados por quem de direito, para a escolha desse “homem do ano”?

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