Senador da Little Havana pede ao mundo para apoiar invasão da Venezuela

Contrariando a declaração do senador Marco Rubio, no dia 22 de abril serão realizadas eleições democráticas na Venezuela.

O senador norte-americano de origem cubana Marco Rubio declarou em uma rede social que “o mundo deve apoiar as Forças Armadas americanas na Venezuela se decidirem proteger a população e restaurar a democracia removendo um ditador”.

Contrariando a declaração do senador, no dia 22 de abril serão realizadas eleições democráticas na Venezuela, onde o presidente Nicolás Maduro disputará a reeleição, conforme anunciou o Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

Rubio também foi um dos senadores americanos que acusou Cuba de aplicar ataques sonoros contra diplomatas americanos em Havana, mesmo após o F.B.I concluir uma investigação que provou o contrário.

 

2 Comentários

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Mauricio

10/02/2018 - 12h48

José Eduardo, não foi isso que disseram vários observadores internacionais, entre eles juizes eleitorais brasileiros, sobre as eleições na Venezuela, segundo eles, o processo foi exemplarmente democrático e os abusos que apareceram foram provocados pela oposição.

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José Eduardo Garcia de Souza

09/02/2018 - 17h16

Marco Rubio representa o que de pior e mais mesquinho existe no pensamento da direita de origem cubana nos EUA. Mas chamar as eleições convocadas por Maduro de “democráticas” é tentar passar um atestado de idiotice a qualquer leitor mais avisado, na medida em que:
1) O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela – órgão “de cabresto” de Maduro, e conhecido no Parlamento como “Las cuatro comadres” – ordenou que o Conselho Nacional Eleitoral exclua a coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) do processo de validação das cédulas eleitorais. Isto significa que os partidos políticos que integram a aliança deverão apresentar candidatos separados para a corrida. Tal medida nada mais é do que mais um golpe contra a oposição, visando a fragmentar os adversários de Maduro, e já foi aplicado para impedir que a oposição usasse seu cartão unitário na eleição de governadores, em outubro do ano passado, nos sete estados onde foram interpostos recursos judiciais.
2) Alguns dos líderes mais populares da oposição, como Leopoldo López e Henrique Capriles, também estão proibidos de participar da eleição, que deve acontecer antes do dia 30 de abril. Alguns estão presos, outros estão no exílio ou banidos da política.
3) A “Assembleia Constituinte”, composta exclusivamente por apoiadores de Maduro, aprovou a Lei contra o Ódio e por uma Convivência Pacífica e a Tolerância, que na prática limita qualquer acção da oposição contra o regime. Ela criminaliza a dissidência e estabelece penas de dez a 20 anos de prisão, adotando definições muito abrangentes que podem incluir o corte de estradas (seria interessante ver o que Guilherme Boulos diz a respeito de tal restrição…), manifestações políticas, a publicação de imagens em jornais, publciações em redes sociais e outras práticas.
4) Maduro anunciou que a Comissão da Verdade, criada pela “Assembleia Constituinte”, prepara um expediente histórico, jurídico e legal, sobre as manifestações ocorridas entre Abril e Agosto de 2017, durante as quais mais de 120 pessoas foram assassinadas, maioritariamente opositores. “Vou fazê-lo para que a Venezuela conheça a verdade pura, transparente e completa do que aconteceu”, disse Maduro. Estou certo de que houve gargalhadas das boas…
Ou seja, Maduro prega a democracia mas faz exatamente o oposto para manter-se, seja como for, no poder – pelo tempo que lhe resta, claro.

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