Responsável por atropelamento em Londres gritou: “vou matar muçulmanos”

Premiê britânica, Theresa May, afirma ter sido um ataque terrorista contra a liberdade religiosa

Testemunhas do atropelamento cometido no domingo (18/6) em Londres, perto de uma mesquita, descreveram que suspeito gritava que iria “matar todos os muçulmanos”. Ele foi rendido por pessoas que estavam próximas ao templo e preso em seguida. O suspeito é um homem de 48 anos, que está sendo interrogado pela Polícia Metropolitana.

No atropelamento, dez pessoas ficaram feridas e uma morreu. A Scotland Yard deve ainda concluir se a morte está diretamente vinculada ao atentado, pois há a possibilidade de que essa pessoa já estivesse passando mal quando o veículo começou a atropelar os pedestres.

A premiê britânica, Theresa May, condenou o atropelamento e disse se tratar de um atentado terrorista contra a liberdade religiosa. “Foi um ataque contra muçulmanos em seu lugar de devoção. E como todo ato de terrorismo, quis nos separar”.

Os muçulmanos estão no mês sagrado do Ramadã.

A mesquita de Finsbry Park (Foto: WikiMedia Commons)

Oito feridos estão internados em três hospitais da cidade, dois em “estado crítico”. Mais dois foram atendidos no local e já foram liberados.

Uma das testemunhas, Abdulrahman Saleh Alamoudi, disse que estava junto de um grupo de fiéis que acabava de rezar, quando ajudava um idoso que tinha caído, talvez por conta do calor, quando a caminhonete do agressor se dirigiu a eles.

Dez pessoas sofreram ferimentos

“Esta caminhonete veio para cima da gente. Acredito que pelo menos dez pessoas ficaram feridas e, por sorte, eu consegui escapar”, afirmou. “Então, o homem saiu da caminhonete e o agarrei. Estava gritando: Vou matar todos os muçulmanos, vou matar todos os muçulmanos. Ao mesmo tempo, ele ia dando murros”, relatou. Quando conseguiram imobilizá-lo, segundo a versão, o homem pediu que o “matassem”.

Outra testemunha, Abdikadar Warfa, contou como ele ajudou a deter o suspeito enquanto seus amigos socorriam novas vítimas que ficaram feridas. “Vi um homem sob a caminhonete. Ele estava sangrando e meu amigo me disse que era preciso levantar o veículo. Eu estava ocupado com o homem que tinha tentado escapar”, disse.

Por sua vez, Salah Alamoudi apontou que as pessoas que contribuíram para deter o agressor esperaram “meia hora” até a chegada dos agentes e que o terrorista “era um tipo forte, um homem grande”.

Um morador do bairro de Finsbury Park, Abdul Abdullahi, que passou pela mesquita, relatou “uma sensação de confusão” e disse que viu “gente jogada no chão” enquanto o agressor “parecia indiferente”.

*Com informações da Agência Brasil

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