Governo espanhol volta a pedir que catalães desistam da independência

Após declaração de independência, definida como ato simbólico, governo catalão defende que o resultado do referendo garante o direito de separação mas, logo em seguida, propõem a abertura do diálogo com Madri.

Nesta quarta-feira (11) o governo espanhol assinalou que irá pedir esclarecimentos formais sobre a declaração de independência da Catalunha e ameaçou restringir a autonomia da região.

Em discurso, o chefe de governo da Espanha, Mariano Rajoy, disse que a postura do governo catalão irá determinar as decisões dos próximos dias.

“É urgente colocar fim à situação que a Catalunha está vivendo; é preciso que a tranquilidade, a segurança e o sossego voltem, e que isso aconteça o quanto antes”, declarou Raoy .

Na terça, o presidente catalão Carles Puigdemont havia anunciado a “intenção de seguir o desejo do povo catalão pela independência”, mas pediu que o parlamento suspenda os efeitos da separação para que se encontre uma solução pacífica para o conflito, o objetivo é abrir o diálogo com Madri.

Em 1º de outubro, a Catalunha realizou um referendo por sua independência onde 43% de população pode votar. Mesmo com a truculência do estado Espanhol para impedir a votação, o “Sim” venceu com 90,09% dos votos, o equivalente a 2.020.144, e o ‘Não’ teve 7,87% (176.565 votos).

Muitos separatistas se decepcionaram pela falta de uma declaração de independência mais firme. De acordo com o ElMundo, o partido CUP (Candidatura de Unidade Popular) atesta  que “uma oportunidade histórica foi perdida” além de afirmar que “estamos testemunhando uma traição inadmissível”. Hoje, Carles Puigdemont impede o claro mandato popular e retumbante do referendo”.

A formalização dos esclarecimentos é necessária para que se possa cogitar a suspensão da autonomia da região sob o artigo 155 da Constituição Espanhola.

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