Exército toma capital do Zimbábue e Mugabe resiste a golpe de Estado

Intervenção militar acontece meses antes das eleições presidenciais, em que o presidente Robert Mugabe, 93 anos, é candidato à reeleição.

Robert Mugabe (direita), acompanhado do vice-presidente Emmerson Mnangagwa na Câmara do Parlamento (Foto: Agência Lusa)

Tanques do Exército ocupam Harare, capital do Zimbábue, desde a madrugada de quarta-feira (15) para tentar derrubar o governo de Robert Mugabe. O presidente e sua família estão presos em casa.

Os militares negam que seja um golpe de Estado, embora todas as ações do Exército tenham as características de um: veículos militares espalhados pelas ruas, soldados no controle da TV estatal e um general divulgando um comunicado sobre a situação.

O discurso na TV foi feito pelo major-general Sibusiso Moyo. Ele afirmou que o Exército pretende assumir o controle temporariamente para superar uma “crise política, social e econômica grave”.

Soldados e veículos blindados bloquearam o acesso ao Parlamento e a outros edifícios governamentais. De acordo com testemunhas, houve pelo menos três grandes explosões na capital Harare. Também foram ouvidos tiros. Um residente disse à agência de notícias AFP que pouco depois das 2 horas da manhã (horário local) ter escutado o som de 30 a 40 tiros vindos da direção da residência de Mugabe.

A intervenção acontece meses antes das eleições presidenciais, em que o presidente Robert Mugabe, 93 anos, é candidato à reeleição. Ele está no governo desde 1980.

Mugabe afirma ser o único governante legítimo do país. Segundo a agência de notícias Reuters, o presidente e os militares estariam dialogando para chegar a um acordo. A a emissora de televisão sul-africana News24 noticia que Mugabe cogita renunciar ao cargo.

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