Conselho de Segurança da ONU analisará anúncio sobre Jerusalém nesta sexta

Anúncio de Trump de dar a Jerusalém status da capital israelense pode colocar em risco a paz no Oriente Médio; reunião de urgência foi solicitada por oito dos 15 integrantes do conselho: Bolívia, Egito, França, Itália, Reino Unido, Senegal, Suécia e Uruguai.

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) se reunirá nesta sexta-feira (8) para analisar uma resposta ao anúncio dos Estados Unidos de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel.

A reunião de urgência foi solicitada por oito dos 15 integrantes do conselho: Bolívia, Egito, França, Itália, Reino Unido, Senegal, Suécia e Uruguai.

O presidente Donald Trump anunciou na quinta-feira que os Estados Unidos passam a reconhecer Jerusalém como capital de Israel e ordenou o início do processo de transferência da embaixada, atualmente em Tel Aviv.

Assim que soube da decisão de Trump, o secretário-geral da ONU, o português António Guterres, insistiu na necessidade de que o status final de Jerusalém seja resolvido em negociações diretas entre israelenses e palestinos.

Guterres reiterou sua avaliação de que qualquer decisão unilateral pode colocar em risco o processo de paz entre israelenses e palestinos.

Reação internacional

Líderes de todo o mundo reagiram com críticas à decisão de Trump, contrária ao posicionamento dos aliados árabes e ocidentais de Washington, que nos últimos dias já vinham proferindo alertas a Trump de que a medida colocaria em risco uma futura solução de paz no Oriente Médio.

Israel foi o único governo a manifestar apoio à medida, descrevendo-a como “justa e corajosa”. “A decisão do presidente é um passo importante para a paz, porque não há paz que não inclua Jerusalém como capital do Estado de Israel”, disse o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

O presidente da ANP, Mahmoud Abbas, afirmou que Trump abdicou de seu papel como mediador da paz no Oriente Médio. “Jerusalém será a capital eterna do Estado da Palestina”, declarou.

Abbas disse que a ANP se reunirá nos próximos dias e consultará os líderes árabes para formular uma resposta adequada à decisão do presidente americano.

Hamas

“Esta decisão vai abrir os portões do inferno para os interesses norte-americanos na região”, declarou Ismail Radwan, do movimento palestino Hamas. O grupo, que administra a Faixa de Gaza, havia dito antes do anúncio que um reconhecimento de Jerusalém como capital ameaçaria iniciar um novo levante popular dos palestinos da Cisjordânia contra Israel.

Nenhum Comentário

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do NOCAUTE. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Deixe uma resposta

Recomendadas