Câmara dos EUA aprova manutenção do sistema de vigilância em massa

A lei estende por seis anos o direito do governo de coletar dados de emails de empresas dos EUA e outros tipos de comunicação

A Câmara dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira (11) a manutenção de controversas ferramentas de espionagem online, em meio a protestos de militantes e confusão gerada por uma série de tweets contraditórios publicados pelo presidente Donald Trump horas antes da votação.

A lei estende por seis anos o direito do governo de coletar dados de emails de empresas dos EUA e outros tipos de comunicação. A equipe de inteligência do governo, diz o jornal Washington Post, considera esse o principal programa do sistema de vigilância em massa.

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Defensores da lei, elaborada após o ataque às Torres Gêmeas, de 11 de setembro, alegam que ela serve no combate ao terrorismo. Críticos afirmam que o programa permite ao governo espionar cidadãos norte-americanos sem mandado judicial, já que informações pessoais são coletadas incidentalmente em meio à fiscalização supostamente dirigida a estrangeiros.

O texto agora vai para apreciação do Senado, onde os líderes disseram acreditar que aprovarão a lei antes que o prazo expire, segundo o Washington Post.  A Casa Branca anunciou que sancionará a lei.

A provável aprovação da lei coloca fim a um debate de anos no Congresso sobre tecnologias de vigilância e direito à privacidade que veio à tona após vazamentos de Edward Snowden, em 2013.

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