Contra o fascismo, a saída é pela esquerda.

Movimento de supremacia branca é o estado de barbárie pura. Nazismo e fascismo não são de esquerda, a saída é que é pela esquerda.

Antes de começar este vídeo eu tenho duas ressalvas. A primeira é: se você é desses que acha que nazismo e o fascismo são movimentos de esquerda, desliga este vídeo e vai ver outro vídeo explicando que o nazismo e o fascismo não são de esquerda. São de extrema-direita.

O que eu vou falar não quer dizer que eu estou defendendo regimes totalitários. Tá? A esquerda não é sinônimo de regime totalitário. Assim como a direita não é. Regimes totalitários são regimes totalitários, e eles podem acontecer tanto na direita quanto na esquerda.

Regimes democráticos, por sua vez, também. Eu já estou respondendo previamente a qualquer idiotice que falarem depois.

Dá muito horror, um estado de barbárie pura, movimento de supremacia branca. Gente falando “eu sou nazista mesmo”. O crescimento de um discurso racista, de um discurso homofóbico, de um discurso contra políticas sociais e contra os direitos humanos.

A gente já falou isso várias vezes. Mas por mais que a gente fale, parece que o negócio só cresce. No Brasil, a luta pelos direitos, pela diversidade, pelo livre culto, pelos direitos da mulher, pela igualdade de gêneros, pela igualdade de raças, de etnias é uma pauta encampada pela esquerda.

Por mais que você se ache liberal, atualmente, vocês liberais, cultuadores do deus mercado, estão associados ao pior tipo de gente que existe.

Eu não sei direito como vocês fazem essa associação, mas vocês estão associados a isso. E eu colocaria a minha mão na consciência um pouquinho para sair dessa.

Quando a gente rege todo governo e toda política e todas as benfeitorias que um governo tem que fazer por um discurso liberal, que é um discurso do livre mercado onde o mercado regula tudo, a gente automaticamente despessoaliza a discussão. A gente começa a olhar só para índices, para a queda da bolsa de Tóquio, para a alta do dólar ou baixa do dólar. Para uma entidade abstrata que vocês cultuam que chama mercado, que não existe, pessoal!

Se você coloca essa invenção humana na frente do humano, não tem como dar certo. Aí você abre campo para uma discussão contra o humano passar batida. Porque o que interessa é o livre mercado. Então sai desse transe do livre mercado, amor.

É sobre lutar contra o fascismo, sim. É sobre defender a vida, sim. É sobre defender direitos iguais para todo mundo, sim. Eu vou repetir: se você não acredita em direitos iguais para todos, se você diz essas bobagens de “direitos humanos para humanos direitos” não tenho o que te falar. Dar reboot no seu cérebro. Falar de supremacia branca no Brasil, risos.

Então, contra o fascismo, a saída é pela esquerda.

3 Comentários

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Alex Chesterfield

23/08/2017 - 10h40

Olá, com perdão de contrariar, existe fascismo de esquerda também sim. O stalinismo foi seu maior expoente, por exemplo. Acredito também que a crítica ao liberalismo é maniqueísta. Essa visão do liberalismo é um tanto limitante e limitada. A filosofia liberal não se restringe aos mercados. O liberalismo também tem um lado humanista (o humanismo não é exclusividade da esquerda). Ser liberal é acreditar que as pessoas devem ser o mais livre possíveis para tomar suas decisões e perseguir seus objetivos na vida. Um verdadeiro liberal é contra a discriminação por gênero, raça, credo e a favor da liberdade de expressão. A principal divergência dos liberais com a esquerda é a questão de o quanto o estado pode interferir na vida privada do cidadão. Existem alguns liberais (em geral chamados de libetários) que acreditam que o estado não deveria nem existir mas a grande maioria acredita no papel regulador e fiscalizador do Estado, de qualquer forma também existem correntes de esquerda que são totalmente contra o Estado como é o caso dos anarquistas. Pois bem não acredito que a saída contra o fascismo seja pela esquerda, ou somente pela esquerda, a saída contra o fascimo é não ser fascista e não querer impor seus pontos de vista as outras pessoas é um bom começo

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Claudia

22/08/2017 - 23h28

É incrível termos que falar de nazismo e fascismo em pleno 2017. Mas o que fazer não é mesmo, se a realidade está aí com um bando de gente saindo do armário? E eu na minha ingenuidade acreditando que somente os gays tinham essa dificuldade. Mas voltando ao assunto do nazismo e fascismo, o que mais me chamou à atenção, com perplexidade, foi presenciar alguns judeus com todas essas características. É lamentável e muito perigoso.

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Adelia Sylvia Penna Ramos

22/08/2017 - 20h59

Grande Aninha!

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