Temer exonera dez ministros para tentar se salvar na votação da denúncia

Votação da denúncia pode acontecer nesta quarta (2), se houver quórum mínimo de 342 deputados; presidente quer demonstrar apoio do primeiro escalão no plenário da Câmara

Com objetivo de ganhar mais votos e tentar barrar a denúncia de corrupção passiva, o governo de Michel Temer exonerou 10 ministros do primeiro escalão, que também são deputados.

Publicadas no Diário Oficial da União, as demissões foram as seguintes: .

Antonio Imbassahy (PSDB-BA), da Secretaria de Governo;
Bruno Araújo (PSDB-PE), das Cidades;
Fernando Coelho Filho (PSB-PE), de Minas e Energia;
Leonardo Picciani (PMDB-RJ), do Esporte;
Marx Beltrão (PMDB-AL), do Turismo;
Maurício Quintella (PR-AL), dos Transportes;
Mendonça Filho (DEM-PE), da Educação;
Osmar Terra (PMDB-RS), do Desenvolvimento Social;
Ronaldo Nogueira (PTB-RS), do Trabalho;
Sarney Filho (PV-MA), do Meio Ambiente.

Há ainda dois ministros eleitos deputados, o da Saúde, Ricardo Barros, e da Defesa, Raul Jungmann, que é está envolvido diretamente na ocupação das Forças Armadas no Rio de Janeiro.

Leia mais:
Dilma: o fiador do governo Temer está preso em Curitiba e chama-se Eduardo Cunha

Temer foi denunciado por corrupção passiva pela Procuradoria Geral da República, a partir da delação de executivos da J&F, grupo que controla o frigorífico JBS.

Para que o Supremo Tribunal Federal avalie a denúncia, a Câmara precisa autorizar a abertura do processo, com pelo menos 342 dos 513 deputados.

 

Assista à sessão ao vivo:

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