Tacla Duran acusa Moro de atuação ilegal para conseguir acordos de delação

Em depoimento por teleconferência à CPI da JBS, Rodrigo Tacla Duran, ex-advogado da Odebrecht, detalhou a suposta atuação ilegal do juiz Sérgio Moro para conseguir acordos de delação premiada na operação Lava Jato.

Em seu depoimento, Duran revelou que o advogado Carlos Zucolotto Júnior negociava com os presos da Lava-Jata, em Curitiba, um abrandamento na pena e permissão para usufruir de benefícios do crime, caso fizessem alguma delação direcionada.

 

Amigo pessoal e padrinho de casamento de Sérgio Moro, Zucolotto Júnior foi sócio do escritório de advocacia de Rosângela Wolff, casada com Sérgio Moro. De acordo com o depoimento, Zucolotto pedia 1/3 dos honorários por fora.

 

Nocaute selecionou os trechos mais relevantes do depoimento. Confira:

 

O Acordo de Delação Premiada

intermediada por Zucolotto e

o MP

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – (…) Eu encaminhei a esta Comissão a cópia do e-mail que eu recebi da rede do próprio Ministério Público Federal, enviado pelos Srs. Procurador Roberson Pozzobon, Procurador Júlio Noronha e copiado também ao Procurador Carlos Fernando dos Santos Lima. Eles encaminharam a cópia da minuta do acordo, marcando para – era uma sexta-feira, se não me engano – a segunda-feira seguinte para que eu fosse ao Ministério Público para assinar o acordo.

 

O SR. WADIH DAMOUS (PT – RJ) – E o senhor não…

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Eu que não fui; eu que rejeitei o acordo.

 

O SR. WADIH DAMOUS (PT – RJ) – E rejeitou por quê?

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Eu rejeitei porque eles queriam criminalizar a minha profissão e me imputar crimes que eu não cometi. Eu refleti e, mesmo sabendo das dificuldades que eu iria enfrentar, o que eu sofri, eu decidi que eu não iria assinar.

Também, nesse ínterim aí que o Dr. Zucolotto intermediou, é importante frisar, embora eu tenha encaminhado à CPMI, eu troquei algumas mensagens com ele, que, somadas…

 

O SR. WADIH DAMOUS (PT – RJ) – Só um momentinho, antes do Dr. Zucolotto. Apenas para o senhor ter conhecimento, o Procurador Carlos Fernando dos Santos Lima disse que o senhor mentiu e que jamais lhe foi oferecida ou houve qualquer tratativa no sentido de lhe oferecer a oportunidade de assinar um termo de acordo de colaboração premiada.

O senhor está afirmando aqui que quem está faltando com a verdade é o Procurador Carlos Fernando. O senhor tem documentos e esses documentos já foram enviados à CPMI, que comprovam a sua versão?

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Sim; eu encaminhei esse e-mail e o arquivo da minuta…

 

O SR. WADIH DAMOUS (PT – RJ) – Já está aqui, na CPMI.

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – … do Ministério Público.

 

  1. RODRIGO TACLA DURAN: Naquele momento, pela pressão dos procuradores, que era muito grande… Ameaçaram a minha família; eu tinha muita preocupação com a minha reputação; clientes; vida; profissão… Naquele momento, quando o Zucolotto me enviou as mensagens, eu percebi que havia uma preocupação, vamos dizer assim, essencialmente financeira. E, com relação ao que estava acontecendo – às pressões na negociação –, isso não estava em nada modificado.

Naquela conversa, ele propôs reduzir a multa que havia sido solicitada, de US$15 milhões, para US$5 milhões e que eu pagasse 5 milhões de honorários. E, aí, ele disse que eu iria entender quando recebesse a minuta.

 

O SR. WADIH DAMOUS (PT – RJ) – A minuta do acordo de colaboração.

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Do acordo. Exato.

Dois dias depois dessas mensagens… E é importante frisar, Deputado – e eu encaminhei a perícia para a CPI –, que o laudo constata que as mensagens foram trocadas nessa data. Não houve alteração, manipulação em nada desse material.

Dois dias depois dessa troca de mensagens, eu recebi um e-mail, que eu encaminhei também à CPMI, e a minuta. Essa minuta, do Ministério Público, previa a multa de US$15 milhões, que deveria ser paga com recursos de uma conta em Andorra. Caso não fosse viável esse bloqueio, por qualquer razão, e fosse provado e justificado, esse valor de US$15 milhões, ao câmbio da época, seria reduzido para um terço – US$5 milhões –, que deveriam ser pagos com outros recursos.

A Procuradoria sempre soube que eu não tinha dinheiro em Andorra. Eu anexei, encaminhei à CPI o relatório da polícia de Andorra que prova isso. Eu nunca tive dinheiro em Andorra. Ou seja: cobrar US$15 milhões para serem descontados de uma conta em Andorra… Era juridicamente impossível essa minuta. Então, era fato que o que seria pago seriam US$5 milhões, e não US$15 milhões.

Por outro lado, a Procuradoria também sabia, tanto por mim como pelas minhas declarações de renda e de bens e capitais estrangeiros, que eu tinha uma conta em Singapura com recursos suficientes para fazer frente a esses pagamentos. E foi o que aconteceu. A sequência dos fatos dessas mensagens se prendeu a isso, e eu não aceitei, porque, na verdade, me vi constrangido.

 

O SR. WADIH DAMOUS (PT – RJ) – Dr. Tacla, eu li a matéria da Folha de S.Paulo em que o senhor fala desse assunto, e, naquela matéria, o senhor diz que, no diálogo – porque são fatos gravíssimos, não é? – com o Dr. Carlos Zucolotto, usou-se a expressão “isso aqui você paga por fora.” “Isto aqui você paga por fora.” É isso? É isso?

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Sim.

 

O SR. WADIH DAMOUS (PT – RJ) – É isso?

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Exato.

 

O SR. WADIH DAMOUS (PT – RJ) – E está no diálogo?

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Sim.

 

Formas de pagamento pela

“venda de facilidades”

negociada por Zucolotto

 

O SR. WADIH DAMOUS (PT – RJ) – E qual foi a justificativa para esse pagamento por fora? Que justificativa ele usou para o senhor?

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Nenhuma. Eu também não procurei saber, porque eu não gostei.

 

O SR. WADIH DAMOUS (PT – RJ) – Bom, o senhor não gostou por algum motivo. Qual foi o motivo de o senhor não ter gostado?

10:05

R

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Porque, com essas mensagens, somadas ao histórico que eu vinha já sofrendo na Procuradoria, as pressões, eu me senti constrangido. Aquilo ali estava mais parecendo uma extorsão.

 

O SR. WADIH DAMOUS (PT – RJ) – Uhum. Mas, no diálogo, ele não diz por que ele queria aquele pagamento por fora? Seria para quê? Para viabilizar o quê?

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Seria em troca da atuação dele na intermediação da negociação para reduzir a multa, de 15 para 5.

 

O SR. WADIH DAMOUS (PT – RJ) – O senhor sentiu que aquele dinheiro não seria destinado exclusivamente para ele? Ele teria que usar aquele dinheiro? Foi essa a sua percepção?

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Ele diz que o valor era para ele e para quem o estava ajudando.

O SR. WADIH DAMOUS (PT – RJ) – Perfeito. Perfeito. E só para a gente confirmar…

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – E quem estava ajudando eu não sei. Teria que perguntar a ele.

 

O SR. WADIH DAMOUS (PT – RJ) – Não. Certo. Está certo.

E o senhor obviamente, como já disse, não assinou, se recusou a assinar esse termo de colaboração em que teria que assumir crimes que o senhor alega não ter cometido?

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Correto. Não cometi crime nenhum.

 

A “Panela de Curitiba”

e as possibilidades de

acordos

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Porque, com essas mensagens, somadas ao histórico que eu vinha já sofrendo na Procuradoria, as pressões, eu me senti constrangido. Aquilo ali estava mais parecendo uma extorsão.

 

O SR. WADIH DAMOUS (PT – RJ) – Uhum. Mas, no diálogo, ele não diz por que ele queria aquele pagamento por fora? Seria para quê? Para viabilizar o quê?

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Seria em troca da atuação dele na intermediação da negociação para reduzir a multa, de 15 para 5.

 

O SR. WADIH DAMOUS (PT – RJ) – O senhor sentiu que aquele dinheiro não seria destinado exclusivamente para ele? Ele teria que usar aquele dinheiro? Foi essa a sua percepção?

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Ele diz que o valor era para ele e para quem o estava ajudando.

 

O SR. WADIH DAMOUS (PT – RJ) – Perfeito. Perfeito. E só para a gente confirmar…

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – E quem estava ajudando eu não sei. Teria que perguntar a ele.

 

O SR. WADIH DAMOUS (PT – RJ) – Não. Certo. Está certo.

E o senhor obviamente, como já disse, não assinou, se recusou a assinar esse termo de colaboração em que teria que assumir crimes que o senhor alega não ter cometido?

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Correto. Não cometi crime nenhum.

 

O SR. WADIH DAMOUS (PT – RJ) – De fato, chamou-me a atenção, na época dessa matéria, o fato de o Juiz Sergio Moro ter vindo a público defender o advogado, quer dizer, o advogado não foi ouvido na matéria, quem foi ouvido foi o Dr. Moro.

A que o senhor atribui isso? Eles são muito amigos? O senhor tem conhecimento? Quer dizer, a esposa do Dr. Moro era sócia dele. O senhor tem conhecimento de uma relação de amizade? Porque parece que o próprio Juiz Moro na matéria disse isto: que eles são muito amigos, que eram muito amigos. Por isso, o Sergio Moro vem em socorro ao advogado?

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Deputado, dessa relação deles próxima eu não tinha conhecimento. Eu tomei conhecimento pela matéria, e cabe melhor ao Dr. Zucolotto esclarecer. Eu, de verdade, fui surpreendido, inclusive, como o senhor está colocando aí, pela forma como foi respondida a matéria.

 

O SR. WADIH DAMOUS (PT – RJ) – O senhor também contratou o advogado Marlus Arns para negociar acordo de colaboração com os procuradores lá em Curitiba?

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Contratei, depois do…

 

O SR. WADIH DAMOUS (PT – RJ) – Por quê? Porque o senhor tinha o Dr. Pantaleão, o senhor procurou o Dr. Zucolotto. O Dr. Zucolotto… Aliás, se não me engano, o senhor revelou isto também, não sei quem, parece que um executivo desses, ou da UTC, ou da Odebrecht, teria recomendado o senhor contratar advogados – e a expressão utilizada foi essa – da ‘panela de Curitiba'”. É isso? Foi usada essa expressão? Este aconselhamento que o senhor recebeu: contratar advogados da “panela de Curitiba”?

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Sim, essas mensagens de indicação de advogados da “panela de Curitiba” são as mensagens que o Dr. Ivan Carratu, na ocasião em que ele estava tentando coordenar os depoimentos dessas delações do Ricardo Pessoa e do Walmir Pinheiro contra mim… Ele enviou diversas mensagens tentando coordenar esse depoimento e que eu aceitasse, que eu admitisse que eles estavam fazendo em razão da pressão do Ministério Público.

 

O SR. WADIH DAMOUS (PT – RJ) – O Dr. Ivan Carratu coordenava a defesa desses executivos da UTC?

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Não a defesa; ele era um advogado, vamos dizer, de muita confiança e que há muitos anos trabalhava com a empresa.

 

O SR. WADIH DAMOUS (PT – RJ) – Entendi.

Como é que o senhor interpretou o termo “panela de Curitiba”, advogados da “panela de Curitiba”?

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Primeiro, somado a isso, que o Sr. Ricardo Pessoa e o Sr. Walmir Pinheiro já haviam feito acordo e também o acordo da UTC – e eles estavam falando com experiência, não é? –, então, eu entendi que aquilo ali tinha um fundo de verdade, que eu teria que contratar…

 

O SR. WADIH DAMOUS (PT – RJ) – Não.

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – … um profissional ali de Curitiba…

 

O SR. WADIH DAMOUS (PT – RJ) – Não, tudo…

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – … que tivesse ligações com a força-tarefa.

 

O SR. WADIH DAMOUS (PT – RJ) – Tudo bem. Uma coisa é assim: “Olha, essa causa é muito complexa e tal, o senhor tem que contratar um Sobral Pinto, o senhor tem que contratar um Evandro Lins e Silva, o senhor tem que contratar um grande advogado”. Isso é absolutamente plausível. Agora, o termo “panela” me parece ser um termo pejorativo e que demonstraria uma relação entre profissionais, determinados profissionais da advocacia, e a chamada Operação Lava Jato, relações mais, enfim, íntimas.

Então, o que eu quero saber é isto: como o senhor interpretou o termo “panela de Curitiba”? Porque parece que o senhor seguiu o conselho. O senhor procurou…

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Segui.

 

O SR. WADIH DAMOUS (PT – RJ) – … o Dr. Zucolotto e procurou o Dr. Marlus Arns, que seriam integrantes dessa “panela de Curitiba”. Como o senhor… Isso que eu quero saber do senhor: como o senhor interpretou ali a “panela de Curitiba”? “Panelinha”… O que é uma “panelinha”?

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Que se eu conseguisse… Para que eu conseguisse fazer um acordo dentro de condições satisfatórias, em Curitiba, era necessário um profissional que tivesse bom trânsito e bom acesso à força-tarefa da Lava Jato em Curitiba.

O SR. WADIH DAMOUS (PT – RJ) – Perfeito.

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Foi assim que eu interpretei…

 

O SR. WADIH DAMOUS (PT – RJ) – Perfeito.

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – … e assim que eu tentei algumas vezes.

 

Delação “À la Carte” e a lista

plantada com nomes dos alvos

da operação

 

O SR. CARLOS MARUN (PMDB – MS) – (…) Eu vou lhe fazer uma pergunta que é simples, mas que, para mim, é esclarecedora quanto ao processo. O Sr. JB era o Presidente Benedicto Júnior, BJ, era o Presidente da Construtura Odebrecht, que deve ter sido a empresa que mais negociou com o governo – pelo menos é esse o meu pensamento.

Em um determinado momento, uma busca e apreensão na sua residência localizou – tem gente que até diz que estava lá plantada esta lista, mas, em suma – uma lista de políticos que estariam sendo beneficiados por propina em um segmento administrado por ele. O senhor tem conhecimento disso? Dessa…

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Sim.

 

O SR. CARLOS MARUN (PMDB – MS) – O senhor tem conhecimento.

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Se foi plantada…

 

O SR. CARLOS MARUN (PMDB – MS) – Como?

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – … a lista?

 

O SR. CARLOS MARUN (PMDB – MS) – É.

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Se a lista foi plantada? Foi plantada sim.

 

O SR. CARLOS MARUN (PMDB – MS) – A lista foi plantada?

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Sim, o Benedicto Júnior já sabia que podia ser alvo de alguma operação da Polícia Federal. Então, todos os executivos da empresa, naquele momento, estavam preparados para deixar à disposição para que fossem encontrados só o que era de interesse. A empresa contratou pessoas para ficar na porta da Polícia Federal, de madrugada, vendo se saíam carros para ver se ia ter operação.

 

O SR. CARLOS MARUN (PMDB – MS) – Positivo.

Posteriormente, essa lista praticamente foi esquecida. Não se falou mais da lista, e surgiu uma nova relação, surgiu uma nova relação com nomes acrescentados e nomes subtraídos.

Pode ter havido alguma… O que justifica essa… O que justificaria essa disparidade entre a lista encontrada e, depois, as palavras ditas em seus depoimentos pelo Sr. Benedicto Júnior?

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – O senhor diz em relação a políticos que estavam aí na lista?

 

O SR. CARLOS MARUN (PMDB – MS) – Exatamente.

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Eu entendo que isto é fruto da delação à la carte.

 

O SR. CARLOS MARUN (PMDB – MS) – Delação à la carte? É isso? Não é delação em rodízio, é delação à la carte.

(Risos.)

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Não, delação à la carte. Eu vou dar um exemplo do que se passou comigo: o Procurador Marcello Miller, quando esteve comigo, começou a dizer uma lista de Parlamentares. “Qual o senhor conhece? Qual o senhor pode entregar? De qual o senhor pode falar?”

 

O modus-operandi da Lava Jato

para conseguir seus acordos de

delação

 

  1. PAULO PIMENTA (PT – RS) – Muito bem.

Uma última questão, Dr. Rodrigo Tacla Duran, antes da minha consideração final: a sua irmã, que é advogada trabalhista…

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Sim.

 

O SR. PAULO PIMENTA (PT – RS) – Em algum momento, ela sofreu, de maneira direta ou indireta, algum tipo de constrangimento para, através desse constrangimento, forçarem o senhor a ter um tipo de postura diferente da que o senhor tem tido do enfrentamento dessa situação?

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Inicialmente, nas vezes em que eu estive com o Ministério Público nas tratativas, eles sempre deixaram entender que, se eu não fizesse o que eles queriam, eles iriam tentar incluí-la nas minhas acusações simplesmente porque era sócia da minha sociedade de advogados, pouco importava se ela advogava para empreiteira ou não.

Num segundo momento, depois que saiu essa matéria da Folha de S.Paulo envolvendo o Dr. Carlos Zucolotto pela jornalista Mônica Bergamo, nesse segundo momento, chegou ao meu escritório um ofício do Ministério Público Federal de Curitiba, Paraná, em nome da minha irmã. Como, em razão das ameaças prévias que eu comentei agora, eu já havia tomado a providência de mudar não só a minha irmã, mas toda a minha família do Brasil, eu pedi que a minha irmã respondesse ao Ministério Público Federal brasileiro que ela se mudou e deu o endereço dela aqui na Espanha, porque…

 

O SR. PAULO PIMENTA (PT – RS) – A sua irmã foi para a Espanha também? A sua irmã está na Espanha hoje?

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Toda a minha família.

 

O SR. PAULO PIMENTA (PT – RS) – Sua mãe também?

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Toda a minha família. Toda a minha família se mudou.

 

O SR. PAULO PIMENTA (PT – RS) – Sua mãe é médica?

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Correto.

 

O SR. PAULO PIMENTA (PT – RS) – Todo mundo teve que sair do Brasil?

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Sim.

 

O SR. PAULO PIMENTA (PT – RS) – Por cautela a essa perseguição?

 

O SR. RODRIGO TACLA DURAN – Exato.

 

Clique aqui para ter acesso a íntegra do depoimento.

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