STF quebra sigilos bancário e fiscal de Aécio Neves

O ministro Marco Aurélio Mello também autorizou a quebra de sigilo de Andrea Neves e Frederico Pacheco, primo do senador.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello, é o relator das investigações sobre o senador Aécio Neves. Além de Aécio, a irmã Andrea e o primo Frederico Pacheco, o ministro determinou a quebra de sigilo de Mendherson Souza, ex assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG).   Segundo a denúncia da Procuradoria Geral da República, Aécio Neves teria recebido propina de R$ 2 milhões de Joesley Batista, um dos donos da JBS. Andrea alega ter solicitado o dinheiro para pagar o advogado do senador. A PGR acredita que o dinheiro era um pagamento pelos favores que o senador prestou aos executivos da JBS.   Frederico Pacheco e Mendherson Souza foram acusados por terem intermediado o recebimento dos valores, entre abril e maio deste ano, em quatro parcelas de R$ 500 mil em espécie. Aécio Neves, Andrea, Pacheco e Mendherson estão sendo investigados por corrupção passiva. Aécio também é investigado por obstrução às investigações da Lava Jato.     A quebra dos sigilos foi autorizada para o período de 1° de janeiro de 2014 a 18 de maio de 2017, dia seguinte à divulgação das gravações de conversas com o dono da JBS.   Andrea, Frederico e Mendherson chegaram a ser presos, em maio, no curso das investigações, e desde 20 de junho estavam em prisão domiciliar por decisão da 1ª Turma do STF. Porém, nessa quarta-feira (6) o ministro revogou a prisão domiciliar de Andrea Neves, Frederico Pacheco e Mendherson Souza.   Leia também: Marco Aurélio de Mello libera Andrea Neves de prisão domiciliar   A defesa de Aécio Neves disse, por meio de nota, que os sigilos fiscal e bancário do senador sempre estiveram à disposição da Justiça.   Veja a íntegra da nota da defesa de Aécio Neves:   Os sigilos bancário e fiscal do senador Aécio Neves sempre estiveram à disposição da Justiça, e desde outubro, quando essa decisão foi tomada, a Defesa reitera que é uma medida extremamente natural e salutar para confirmar a absoluta correção dos seus atos. Alberto Zacharias Toron Advogado.

4 Comentários

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Edilberto Pires

08/12/2017 - 02h56

O mais difícil é acreditar que justiça seja feita, depois dos depoimentos, elogiosos do ministro, quem pode minimamente achar o crime, afirma tratar-se de um grande gestor, homem sério etc e tal. será que vai querer de fato investigar pra valer? é esperar pra ver. E o mineirinho é mimado e desviado desde pequenininho. Só Magnifico neste dias sombrios que são presos com uma guarnição em ação.A triste realidade.

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TRAZIBULO MEIRELES DE SOUSA

07/12/2017 - 23h57

Marco Aurélio em outra oportunidade rasgou elogios a Aécio. Não acredito, pedir quebra de sigilo e liberar geral a turma, Andreia e cia. é uma barbada…Tucano que tem limitação só mesmo o pássaro.

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Gilberto Bueno

07/12/2017 - 21h52

Todos nós sabemos que essa investigação não vai dar em nada, porque Aécio é inimputável!

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Lúcio Valter Fernandes

07/12/2017 - 21h26

Sugestão: Os artigos aqui escritos deveriam ter data de publicação.

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