Rebelião em presídio no Paraná dura mais de 15 horas; dois detentos morreram

Há informações de um preso morto, assassinado pelos detentos rebelados, segundo a Polícia.

Texto atualizado às 11h40

Pelo menos duas pessoas morreram em uma rebelião na Penitenciária Estadual de Cascavel, no Paraná. Os presos tomaram parte da unidade prisional pouco depois das 15h de quinta-feira (9), quando fizeram três agentes penitenciários reféns.

De acordo com a Polícia Militar (PM) em Cascavel, o primeiro detento morreu, supostamente assassinado pelos rebelados. Ainda não há informações sobre a outra vítima.

Dois agentes penitenciários permanecem em poder dos presos. O terceiro foi liberado com vários ferimentos ainda na tarde de ontem, segundo a PM.

Os detentos ocupam parte do telhado do presídio. Enquanto as forças de segurança mantêm um cerco ao local. Uma equipe do Corpo de Bombeiros também está no presídio.

Segundo a Sesp (Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná), seguem as negociações. “A situação está administrada e a direção do Depen está no local. Os dois agentes penitenciários tomados como reféns estão bem”, informou.


Nota do sindicato

O Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná diz que a rebelião, “mais uma vez, expõe a gravidade da falta de segurança com que trabalham os agentes penitenciários no Paraná”. De acordo com a entidade, a falta de efetivo continua sendo o principal problema enfrentado na rotina das unidades prisionais, seguida da ausência de automação nas penitenciárias do Paraná.

“A Penitenciária Estadual de Cascavel tem cerca de 1.000 presos para 40 agentes por plantão (entre agentes penitenciários e agentes de cadeia temporários), dando um número de 25 presos por trabalhador, quando o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária preconiza que a proporção seja de cinco presos para cada agente”, diz a nota.

A Penitenciária Estadual de Cascavel tem capacidade para 1.160 presos e no momento do motim havia 980. A unidade penitenciária foi reformada e entregue em novembro de 2016. Em 2014, uma rebelião deixou mais de 80% da penitenciária destruída. Na ocasião, cinco presos foram mortos e 25 ficaram feridos.

*Da Agência Brasil.

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