Que os 27 orixás iluminem nosso eleitorado

Dezoito homens de uma comissão, quase todos evangélicos, todos ridículos, aprovaram a PEC 181. E a única integrante mulher da comissão, a Erika Kokay, evidentemente recusou.

 

 

Eu cada vez menos reconheço o meu país. Às vezes, eu não me reconheço no meu país. As coisas que acontecem são, sei lá, surpreendentes. A gente não perde a capacidade de se assustar. E o governo que está aí. E principalmente o Congresso que está aí, não perde a capacidade de nos fazer assustar. Agora mesmo está em discussão uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) para proibir o aborto em caso de estupro ou do feto anencéfalo, ou seja, um feto com má formação no crânio e a criança vai nascer morta. Dezoito homens de uma comissão, quase todos evangélicos, todos ridículos, aprovaram essa proposta. E a única integrante mulher da comissão, a Erika Kokay, evidentemente recusou.

O Brasil já tem uma lei de aborto bastante retrógrada. Eu não estou nem querendo comparar com países europeus, países nórdicos, a França. Não, não, vamos comparar com alguns dos nossos vizinhos. O Brasil mais que moderado, mais que conservador tem uma política muito limitada, retrógrada, eu insisto. Mas não para por aí, isso são deputados.

Agora, e no Senado? Existe uma figura bizarra, ridícula, chamada Magno Malta, ele é senador da República pelo estado do Espírito Santo. Ele que tem um monte de processo, quer dizer, é acusado de qualquer barbaridade, posa de guardião da moral e dos bons costumes. Ele determinou que o Gaudêncio Fidélis, curador daquela mostra que o Santander covardemente suspendeu em Porto Alegre, e o Wagner Schwartz, coreógrafo, o tal que fez uma performance nu no MAM, condução coercitiva para depor numa CPI.

Quer dizer, nenhum dos dois se negou a ir, agora, a qualquer momento, depende dele, ele vai mandar a polícia conduzir os dois. É um negócio que não tem fim.

A propósito do nível intelectual deste sacripanta, dessa aberração, chamado Magno Malta, ele disse que o Galdêncio Fidélis se ‘evadiou’ da convocação. E o que evadiu foi a capacidade intelectual do Magno Malta.

Mas isso não surpreende porque o nível dele corresponde ao português dele. Por exemplo, ele criticou duramente os atores e as ‘atoras’ que estão preconizando pedofilia. Imagine.

É isso aí. O ano que vem vai ter eleição, também para senador e deputado federal. Eu peço aos 27 orixás que joguem luz no eleitorado brasileiro. Para que aberrações como o Magno Malta não voltem para o Congresso.

2 Comentários

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José Maria

17/11/2017 - 14h42

Consultando o dicionário!
Magno: Grande, importante
Malta: Grupo de desordeiros, vagabundos, ladrões, bando, ralé,Malandros.
Desenho???

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Janaina Fonseca Motta

16/11/2017 - 19h06

Essa anomalia batizada por Magno Malta é o retrato do Congresso Nacional – canalhas de quinta categoria.

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