MTST ocupa sede da Secretaria de Habitação de São Paulo

Movimento diz que ocupação será mantida até que o governo assuma o compromisso de construir habitação popular para as 8 mil famílias que ocupam o terreno de São Bernardo do Campo

Foto: Mídia Ninja

Integrantes do MTST ocuparam nesta quarta-feira (6) a sede da Secretaria de Habitação do Estado, na região central de São Paulo. Segundo reportagem do UOL, o movimento calcula que 6 mil pessoas participaram do ato e cem entraram no local.

A ocupação tem o objetivo de pressionar o governo do Estado diante da ameaça de reintegração de posse determinada pelo TJ-SP no terreno de São Bernardo do Campo. Em assembleia, o líder do movimento, Guilherme Boulos, comunicou que a ocupação será mantida até que o governo assuma o compromisso de construir moradia popular para as 8 mil famílias sem teto.

Na próxima segunda-feira, o Gaorp (Grupo de Apoio às Ordens Judiciais de Reintegração de Posse) se reunirá com representantes do MTST, da empresa proprietária do terreno, da Caixa Econômica Federal e dos governos federal, estadual e municipal para tomar uma decisão sobre o caso.

Em outubro, o MTST organizou uma marcha até o Palácio dos Bandeirantes. Pelo menos 25 mil pessoas percorreram 23 quilômetros a pé para pedir que o governo do estado desaproprie o terreno para que possa ser transformado em moradia popular.

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Um comentário

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José Eduardo Garcia de Souza

06/12/2017 - 19h53

Boulos, definitivamente, erra em grande mais uma vez. O que ele quer é que os ocupantes sejam retirados da Secretaria de Habitação à força – provavelmente debaixo de borrachadas – para gerar o berreiro e “ai-ai” do costume, mas que só contará com apoio entre os simpatizantes habituais e servirá para acirrar ainda mais os ânimos dos que a ele e ao MTST se opõem. E quem perderá serão exatamente aquelas pessoas que ele diz representar, que ficarão sem teto por mais tempo. Mas talvez seja exatamente isto o que ele deseja, na medida em que se os problemas de habitação forem resolvidos ele ficará sem ter o que fazer, já que não sabe fazer mais nada que não seja armar baderna.

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