Moro rejeita novamente depoimento de Tacla Duran em processo contra Lula

Para defesa de Lula, proibição é motivo para anular a ação contra o ex-presidente

O juiz Sergio Moro negou novamente o pedido de defesa do ex-presidente Lula para que o ex-advogado da Odebrecht Tacla Duran seja ouvido como testemunha. Em depoimento à CPMI da JBS, Duran acusou o advogado Carlos Zucolotto, amigo pessoal e padrinho de casamento de Moro, de negociar delações paralelas à força-tarefa da Operação Lava Jato. Disse também que foram usados documentos falsificados.

A mulher de Moro, Rosangela, já foi sócia do escritório de Zucolotto. O advogado é também defensor do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, da força-tarefa da Lava Jato, em ação trabalhista que corre no STJ (Superior Tribunal de Justiça).

A defesa de Lula conseguiu que o depoimento de Duran à CPMI fosse anexado ao processo, mas argumenta que o fato de Moro se negar a ouvir o advogado é motivo para anular a ação contra o ex-presidente.

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Um comentário

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Regina Maria

07/12/2017 - 22h36

O melhor que podia ter acontecido aos que sofrem perseguição da lavajato é a disposição do dr. Tacla-Durán de denunciar – com provas – as delações combinadas da lavajato.
Provada a afirmação de que o complexo sistema contábil da Odebrecht está desativado desde 2016 (segundo o advogado) e que antes de sua desativação, durante as análises e após elas (Janot usou dados extraídos de 2017, p. ex.) ele teria sido manipulado por desfalques, criação de relatórios ad hoc e coisas que tais, as planilhas dellagnólicas e morísticas nada valem.
O pior é que a força-tarefa não atuou enganada! Mas isso será outro processo.

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