Lula: “Se me caçarem, se me prenderem, se querem me condenar, cada um de vocês será um Lulinha.”

Ao lado de apoiadores, Lula discursou para a militância em Curitiba e afirmou: Eu tenho uma coisa comigo que devo a vocês. Eu tenho a verdade. Eu jamais mentiria para vocês. Se eu tivesse que contar uma mentira para enganar alguém, eu jamais enganaria o povo.

Curitiba após o depoimento de Lula (Foto: Ricardo Stuckert)


Depois de responder às perguntas do juiz Sergio Moro por duas horas e vinte minutos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi ao centro de Curitiba onde seus apoiadores estavam esperando.

Desde as primeiras horas da manhã, militantes do Partido dos Trabalhadores, de movimentos sociais e pessoas que acreditam ser arbitrária a acusação feita por Moro, organizaram uma manifestação na Praça Generoso Marques.

Nocaute selecionou os principais trechos do discurso. Veja abaixo:

Eu só queria dizer para vocês: não se preocupem com os depoimentos que eu tenho que prestar. Eu virei a Curitiba prestar quantos depoimentos forem necessários.

Eu não sou melhor do que ninguém. Eu não estou acima da lei, eu quero respeitar a Justiça brasileira, a Constituição. A única coisa que eu peço é que quem está me acusando tenha a dignidade de, em algum momento, se não provarem um real roubado da minha conta vá para a mesma televisão que me acusa pedir desculpas.

Eu tenho consciência do por que dos ataques. Tenho consciência do por que da minha tentativa de condenação. Por conta das mentiras que são contadas todo santo dia.

Eu fico orgulhoso porque depois de quase dois anos investigando minha vida […] até agora eles não encontraram uma única verdade nas acusações que fazem contra mim.

E eu quero dizer para vocês que eu conheço o peso da mentira. E a desgraça de quem conta uma mentira é porque é obrigado a passar o resto da vida mentindo para justificar a primeira mentira.

Eu tenho a vergonha na cara que eles nunca tiveram.

Neste momento em que todo mundo denuncia todo mundo, eu desafio eles a ter a coragem que eu tenho de ir para a rua […] Eu tenho uma coisa comigo que devo a vocês. Eu tenho a verdade. Eu jamais mentiria para vocês. Se eu tivesse que contar uma mentira para enganar alguém, eu jamais enganaria o povo.

Se eles querem me caçar, se querem me prender, se querem me condenar achando que isso vai travar a luta, eu considero cada um de vocês um Lulinha. Não é mais um Lula. Quando eu era pequeno, tinha uma coisa que eu ouvia dizer:  Um elefante incomoda muita gente. Dois elefantes incomodam muito mais. Um Lula incomoda muito mais. Muitos Lulas incomodam muito mais.

Assista ao discurso (a partir do minuto 19 do vídeo):

Um comentário

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Giordano

14/09/2017 - 16h31

Em terra de cego quem tem um olho é culpado, vira cristo.
Assim prossegue a estupidez, e o Brasil se esmilinguindo.
As panelas caras silenciaram
e as panelas do povo, ficando vazias.

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