A intocável entidade chamada mercado entrou em desespero

Diante da falta de um candidato forte para 2018, o mercado entrou em desespero. O que falta inventar contra o Lula? Falta inventar um candidato, que não existe.

 

Por enquanto já há alguns autodeclarados candidatos às eleições do ano que vem. Tem o Lula, evidentemente. Tem o Ciro Gomes pelo PDT. A Manuela D’Ávila pelo PCdoB. E o capitão Jair Bolsonaro por algum partido que ele ainda vai inventar.

Eu acho graça nisso. Quer dizer, você tem alguns nomes no campo progressista e alguém da extrema direita.

A ambientalista evangélica e ex-senadora Marina Silva tucanou. Ela está em cima do muro não sabe se vai ou se não vai ser candidata. Nas pesquisas ela aparece com 12%, 13%. Eu acho que ela perdeu evidentemente muito da força eleitoral que teve no passado. E aí essa sacrossanta, invisível, intocável entidade chamada mercado, essa entidade entrou em desespero.

Primeiro o mercado tentou um fanfarrão chamado João Doria que, de vez em quando, aparece em São Paulo. Virou mingau.

Aí tentou o Luciano Huck. Imaginem, Luciano Huck. Deus do céu. Bom, ele mesmo se dissolveu.

Agora falam no Joaquim Barbosa. Aliás, tentaram também o Sérgio Moro. Joaquim Barbosa disse que em janeiro decide.

Quem anda sedento para ser candidato é o Henrique Meirelles. Aquele que presidia o conselho de administração da JBS. E que foi presidente do Banco Central durante os dois mandatos do Lula. Nas pesquisas, quando o nome dele aparece, Meirelles tem 1%, 2%. Eu não acredito que ele vá decolar.

O quadro pra mim está entre Lula, Bolsonaro e eventualmente Marina ali disputando perto.

Muito bem, e aí? E aí sobra Geraldo Alckmin. Aquele que cometeu a façanha inédita de ter menos votos no segundo turno do que tinha tido no primeiro quando foi candidato a Presidência. Não dá. Ele nas pesquisas tem 7%, 8%.

Lula beira os 40%. Bolsonaro varia de um Instituto a outro entre 14% e 18%.

O desespero dessa gente é tão grande que estão repensando no nome sabe de quem? José Serra. Aquele dos 23 milhões, não de votos. 23 milhões de dólares depositados numa conta na Suíça. Aqueles 23 milhões que a grande imprensa brasileira faz questão de ignorar solenemente.

O quadro é complicado porque o golpe criado por Aécio Neves da Cunha, executado por Eduardo Cunha e que favoreceu Michel Temer, não era para afastar a Dilma. O golpe era para impedir o Lula de ser candidato e ser reeleito. Porque, afinal, para 50% dos brasileiros, apesar de toda a campanha contra o Lula, ele ainda é considerado o melhor presidente da História do Brasil.

O que vão inventar? O que falta inventar contra o Lula? Falta inventar um candidato, que não existe.

4 Comentários

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Policarpo

08/12/2017 - 00h25

Por dever de ofício sou obrigado a acompanhar a tal entidade, o que as vezes me dá um ar de preto velho. Poucos sabem mas muito antes que a operação fatto a mano de Sérgio Moro dissesse a que vinha ou que Aécio, FHC, Temer e Cunha se lançassem de peito aberto na aventura do golpe formato impeachment, a entidade chamada mercado já tinha iniciado sua guerra santa contra Dilma e o PT. A época apenas nossa gloriosa grande imprensa a acompanhava nessa sua batalha solitária e silenciosa. O alvo daquela primeira cruzada era duplo: a política de redução dos juros básico da economia e dos spreads bancários e a politica de investimentos que passou a ser chamada de nova matriz econômica. Era a primeira vez em anos que os economistas tucanos e de bancos ensaiavam uma primeira reaparição depois de um longo, duro e humilhante ostracismo (só não foi total porque nossa grande imprensa os mantém vivos e cuida das novas crias). Os anos de crescimento econômico, baixa inflação e otimismo do petismo era seu pior pesadelo. Nem mesmo a crise de 2008 conseguiu reverter esses irritantes anos de bonança. Eles se sentiam amaldiçoados, como esquecido pelos deuses, parece que aquela profecia de 20 anos no poder para os tucanos havia se transformado em uma maldição. Mas a partir de 2011 e por uma série de razões que não cabe aqui discutir, os ventos começam a mudar. Era a hora de partir para a vingança. Qualquer repique na inflação do tomate ou no preço das diaristas era motivos para tocar as trombetas das bestas do apocalipse e o Jornal da Globo e a Globonews estava lá de plantão para repercutir e anunciar o final dos tempos. Do outro lado do guichê os bancos, brokers e corretoras foram organizando hordas medievais de combatentes de jovens traders, estagiários, analistas, economistas dos mais variados rangos e patentes que se organizavam em chats da bloomberg com nomes sugestivos repercutindo tudo que pudesse significar uma possível rachadura na fortaleza dos infiéis sarracenos petistas. O nível era de grupo de whatsapp, mas era feito a luz do dia, em horário de trabalho, com ferramenta de trabalho das empresas e com o conhecimento dos cabeças de mesa (fico imaginando o que se diria se fossem o contrário militantes pró-petistas militando pela causa em plena jornada de trabalho). Foi nessa época que a entidade mercado foi tomando a forma de seita e seus “colaboradores” a aura de fanáticos. Durante os meses que antecederam e logo depois do golpe que a tal entidade foi a primeira promotora e a principal beneficiária, o mercado vendeu um novo mundo e uma nova religião: o mundo das reformas econômicas que ia nos salvar do apocalipse petista, que ia despertar o instinto animal dos empresários nacionais e internacionais, recuperar a confiança, e a reativar a economia e combater o desemprego. Prometeram o paraíso mas exigiram uma disciplina férrea e dura para os de sempre, com redução dos gastos sociais, nova legislação trabalhista, redução dos salários e nas regras da previdência social. O plano parecia infalível e eles já podiam antever um cavaleiro e Príncipe das reformas cavalgando o sucesso econômico e chegando triunfante em 2018 (eles não tiram da cabeça e não tem uma ideia mais original que um impeachment, um plano econômico e um fhc). Mas nada, como sempre na vida, tem saído como a entidade imaginava: a economia não decola e não parece surgir nenhum fhc, e olha que não falta candidato farsante querendo desempenhar esses papel. A essa altura como sempre ocorre no mundo criminal, as máfias começam a mostrar os dentes uma para as outras. A entidade exige e cobra suas reformas das máfias políticas contratadas no Golpe, e estas tentam estorquir e pedir mais da entidade que cobra unidade entre as diferentes lideranças entre as diferentes facções demo-tucanas, pemedebistas e o baixo clero elevado do Congresso. A coisa vai tomando um ar dramático e desesperado, em que pese a criminalidade em jogo. E a entidade do mercado vive a ciclotimia diária de anunciar as boas novas uma hora e poucas horas depois se desmentir e assim um dia e outro. Os parceiros internacionais da entidade mercado, já entenderam como operam os “onshore” e já reduziram suas posições, pelo jeito 2018, a entidade nacional do mercado vai estar sozinha anunciando o apocalipse final a cada subida na candidatura contra o mercado. Apertem os cintos que o rally ainda nem começou. Acho que vou me divertir bastante com a entidade ano que vem.

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    Policarpo

    09/12/2017 - 09h43

    A enorme maioria da “pandilha” que acompanha a entidade é de um indigência que dá pena. É verdade que alguns são gatos gordos, outros poucos netos de golpistas do passado inclusive. O grooso dessa milícia forma uma massa de arrivistas, inconsequentes e inconscientes de seu papel. O único traço de personalidade racional nessa gente é que não rasgam dinheiro. É incrível a semelhança entre a pandilha” da entidade e a dos juízes e procuradores. Formam o novo estamento no poder e foram alimentados e doutrinados nos últimos anos pela papinha e o leite espesso da Grande Imprensa, do Mercado e das velhas raposas. uuuuggghhhh

Temístocles

07/12/2017 - 20h49

Pindorama tem uma imprensa livre, livre para mentir, deturpar, criar sofismas e censurar. Essa gente cria candidadato com receita de bolo. Cuidado! Permaneçam alerta! Vem coisa ruim por ai.

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leonardo

07/12/2017 - 16h36

Sem dúvida é considerado o melhor presidente, no entanto lhe faz falta a necessária ideologia para entender uctura e assim poder enfrentar a ofensiva neoliberal.

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