Governo quer reformas previdenciária, tributária e política nas próximas semanas

Temer não tem condições de aprovar a agenda e "precisa recompor a base", admite o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ)

Depois de conseguir se livrar da denúncia de corrupção passiva, o presidente Michel Temer mobiliza seus aliados na Câmara e no Senado para votar o quanto antes as reformas previdenciária, tributária e política.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, já admitiu em entrevistas que não há apoio suficiente para apoiar a agenda, mas também diz que os deputados devem retomar os trabalhos tendo a reforma política como prioridade nas próximas duas semanas. Isto porque os 263 votos que salvaram o governo podem não significar 263 favoráveis a essas reformas.

No domingo (6), Temer recebeu ministros, Maia e o presidente do Senado, Eunício Oliveira, reforçando a imagem de que, passada a votação, o governo já retomou a agenda.

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Temer divulga agenda de fim de semana com ministros Meirelles, Imbassahy, Maia e Eunício Oliveira (Foto: Marcos Correa/PR)

A proposta do relator da reforma política, deputado Vicente Candido (PT-SP), ainda precisa ser aprovada em comissão especial. Uma das mudanças é a criação do fundo público para financiamento das campanhas eleitorais. Para valer nas eleições de 2018, a reforma política precisa passar pelos plenários da Câmara e do Senado até o final de setembro.

No caso da reforma tributária, um parecer prévio foi apresentado pelo relator, deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), em fevereiro deste ano, e desde então o assunto está parado em comissão especial. O presidente da Câmara disse que pretende retomar esse debate para que a reforma tributária avance de forma paralela à da Previdência.

No dia seguinte à votação da denúncia, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, declarou que as mudanças na aposentadoria vão acontecer até outubro. Já Maia afirma que é preciso avaliar de que forma a proposta será encaminhada. Ele ressaltou que, como demonstrou a votação sobre a denúncia contra Temer, o governo precisa reorganizar a base aliada. Para aprovar a reforma da Previdência, são necessários pelo menos 308 votos em Plenário.

“Se olharmos para três semanas atrás, [a votação da denúncia] foi um bom resultado para o governo. Mas, olhando para frente, o governo precisa se recompor para ter 330, 340 votos. Alguns deputados que apoiaram a denúncia não votarão contra as reformas, então isso precisa ser construído”, avalia Rodrigo Maia.

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