Dogde pede prisão domiciliar da mãe e recolhimento de irmão de Geddel

Até janeiro de 2016, o dinheiro ficou escondido em um closet na casa de Marluce, mãe de Geddel.

A procuradora-geral da República, Raquel Dogde, pediu ao Supremo Tribunal Federal a prisão domiciliar de Marluce Vieira Lima, 79 anos, mãe do ex-ministro Geddel Vieira Lima, e o recolhimento domiciliar noturno e nos dias de folga do deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), irmão de Geddel.

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O que os investigadores concluem é que, até janeiro de 2016, o dinheiro ficou escondido em um closet na casa de Marluce. A PGR afirma que R$ 42 milhões de reais e cerca de US$ 2,5 milhões foram transferidos em malas e caixas para um apartamento no bairro da Graça, em Salvador. Semanas depois, foi levado para o apartamento onde a Polícia Federal fez a apreensão.

No caso de Lúcio e de Marluce, a PGR quer que eles usem tornozeleira eletrônica. Caso o Supremo autorize medidas cautelares contra o parlamentar, a Câmara terá que dar aval para execução.

A PGR já havia denunciado Geddel, a mãe e o irmão pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa. A investigação está relacionada à apreensão dos R$ 51 milhões em um apartamento em Salvador.

Também foram acusados o ex-assessor parlamentar Job Ribeiro Brandão, o amigo da família Gustavo Ferraz e o empresário Luiz Fernando Machado da Costa Filho. Job Ribeiro Brandão está tentando negociar um acordo de delação premiada.

Geddel foi preso no dia 8 de setembro, três dias depois de a Polícia Federal encontrar o dinheiro no apartamento, que pertence a um amigo do ex-ministro. Os valores apreendidos foram depositados em conta judicial.

De acordo com as investigações da PF, o dinheiro poderia ser de propina de um esquema de fraude na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal no período entre 2011 e 2013, quando Geddel era vice-presidente de Pessoa Jurídica da instituição.

Um comentário

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Carlos Valentin

06/12/2017 - 11h29

É a mamães metralha.

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