Delegada da PF será investigada por abuso de autoridade

Erika Mialik Marena, foi responsável, entre outras ações, pelo pedido de prisão de Cancellier, em setembro (14).

O procedimento de responsabilidade administrativa, civil e penal tramita no Ministério da Justiça, foi endereçada ao ministro Torquato Lorena Jardim e requerido por Acioli Antônio Cancellier de Olivo e Júlio Cancellier de Olivo, irmãos do ex-reitor, e por, seu filho, Mikhail Vieira Cancelier de Olivo.

O reitor afastado da UFSC Luis Carlos Cancellier Olivo (Pipo Quint/Agecom/UFSC/Reprodução)

 

Uma das reclamações, que constam no processo, se refere ao vazamento da Operação, que foi desencadeado após uma investigação que estava sob sigilo.

 

Aciolli, o irmão do ex-reitor da UFSC, informa que a família deseja “a correta apuração dos fatos que desencadearam a referida operação e o desfecho trágico; e que se irregularidades foram cometidas, que os responsáveis sejam punidos. Além da imensurável tristeza para os familiares e amigos por esta insuperável perda, fica a reputação manchada por inverdades indevidamente divulgadas pela representada aos meios de comunicação, que se estendem a todos da família de Luis Cancellier”. Ressalta, ainda, que na decisão que deferiu as medidas extremas não foram apontados quaisquer elementos que comprovam o envolvimento de seu irmão em atos ilícitos.

 

Mesmo sendo alvo de um procedimento de responsabilidade administrativa, civil e penal por abuso de autoridade, a delegada foi promovida para superintendente da Polícia Federal em Sergipe. A decisão foi tomada pelo diretor-geral da PF, Fernando Segovia.

 

Leia mais em: Delegada da operação que levou reitor da UFSC ao suicídio é promovida pela PF

 

Erika atuou na Operação Lava Jato até o final de 2016, quando foi chefiar a área de combate à corrupção e desvios de verbas públicas da superintendência da PF em Santa Catarina, momento em que comandou o caso que envolveu a UFSC.

Cancellier foi o principal alvo da Operação Ouvidos Moucos, chefiada por Marena, que conseguiu na Justiça Federal um mandado de prisão contra o então reitor da UFSC. Por solicitação da delegada, ele também foi proibido de frequentar as dependências da universidade e ao sentir-se “banido”, entrou em profunda depressão e se suicidou.

Veja também, entrevista de Acioli Cancellier de Olivo ao Nocaute:

 

2 Comentários

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silvia la camera

04/12/2017 - 13h16

esta delegada não era a que estava em Curitiba nas reportagens da época da eleição de 2014 que xingava Lula, Dilma e o PT?

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Regina Maria

03/12/2017 - 23h23

Tudo aponta para um caso de abuso de poder que se concluiu em tragédia. Desde o dia 3 de outubro estampo no meu carro a foto do reitor com sua mensagem final. Só a tirarei de lá quando as circunstâncias de sua morte forem reveladas assim como indicados os culpados, se houver. Há indícios de um crime; é necessário que se apure. Que a remoção da delegada não signifique impunidade!

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