Delegada da operação que levou reitor da UFSC ao suicídio é promovida pela PF

Érika Mialik Marena foi a coordenadora da operação Ouvidos Moucos, e será confirmada como nova superintendente da PF em Sergipe. A decisão foi tomada pelo diretor-geral da PF, Fernando Segovia.

A delegada Erika Mialik Marena, coordenadora de uma operação policial que provocou o suicídio do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, foi promovida pelo novo diretor da Polícia Federal, Fernando Segóvia. Marena deixa um setor de combate à corrupção da PF de Santa Catarina para se tornar superintendente da PF em Sergipe.

 

Erika atuou na força-tarefa da operação Lava Jato até o final de 2016.

 

A delegada é objeto de um pedido de investigação impetrado pelo irmão do reitor, Acioli Antônio Cancellier de Olivo, pela atuação na operação Ouvidos Moucos, que levou ao suicídio de Luiz Carlos Cancellier. No requerimento, Acioli pede que seja apurada a “responsabilidade da delegada Erika Mialik Marena pelos abusos e excessos cometidos”.

 

“Nós fomos pegos de surpresa com essa notícia. Ao que parece a delegada foi promovida. Esperávamos ao menos que enquanto ela estivesse sendo investigada não houvesse esse tipo de promoção, já que não saiu a sentença ainda. Nós não estamos dizendo que ela seja responsável pela morte do Cau. Mas estamos pedindo que seja investigado se houve ou não abuso dos agentes do Estado na operação Ouvidos Moucos. Enquanto a sentença não sai é um pouco estranho ela receber essa promoção.”, disse ao Nocaute Acioli Cancellier de Olivo.

 

Veja também: A cobertura da mídia foi uma das mãos invisíveis que o empurraram daquele quarto andar

 

O reitor, conhecido como Cau, foi afastado do cargo e banido da universidade que frequentava há 40 anos, localizada em frente ao apartamento onde morava.

 

Cancellier se jogou de um vão de um shopping center em Florianópolis e deixou uma carta dizendo que foi submetido a abusos de autoridade em meio à operação.

 

Segundo reportagem do Globo, Erika ficou em primeiro lugar na tríplice lista para diretor da PF da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF).

2 Comentários

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Gilberto Bueno

03/12/2017 - 15h02

Como é o negócio, essa Delegada Érika Mialik Marena, faz uma prisão errada do reitor Cancellier e ainda é promovida!?

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Regina Maria

01/12/2017 - 21h29

A delegada precisa responder por seus atos, esteja em Floripa ou em Aracaju. Não pretendo descansar. Exijo como cidadã que a morte do reitor que não cometeu qq crime, que não deveria ter sido preso; que, preso, não poderia ter sido encaminhado a presídio, visto nem ser réu, quanto mais condenado. A delegada tem que ser submetida ao devido processo para provar sua culpa/dolo ou sua inocência. Não descansemos: o sangue do reitor Cancellier clama por justiça.

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