Collor pode se tornar réu por corrupção, peculato e lavagem de dinheiro

PGR acusa Collor de receber R$ 29 milhões em propina; estariam envolvidos no suposto esquema a mulher do senador, Caroline Collor, e mais oito pessoas.

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta terça-feira (15) a denúncia apresentada em 2016 pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador Fernando Collor (PTC-AL). O parlamentar pode virar réu nas investigações da Operação Lava Jato pelos crimes de peculato, corrupção e lavagem de dinheiro.

A PGR acusa o parlamentar de receber R$ 29 milhões em propina pela suposta influência na BR Distribuidora, empresa da Petrobras. Segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, além de Collor, estão envolvidos no suposto esquema a mulher do senador, Caroline Collor, e mais oito acusados que atuavam como “operadores particulares” e “testas de ferro” no recebimento dos valores.

A denúncia afirma que o senador comprou carros de luxo com o dinheiro da suposta propina. Entre os veículos estão um Lamborghini, avaliado em R$ 3,2 milhões, uma Ferrari (R$ 1,4 milhão), um Bentley e duas Land Rover. Em julho de 2015, os carros de luxo foram apreendidos na residência particular do senador em Brasília.

Desde o surgimento das denúncias de corrupção, Collor nega recebimento de propina. Segundo o senador, as acusações são ilações e generalidades de delatores.

*da Agência Brasil

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