Caso não seja candidato, Lula diz que Haddad pode ser um bom nome para 2018

O ex-presidente afirmou que “tem uma obsessão” em voltar à Presidência: “Quero mostrar que é possível um Brasil melhor”

Foto: Reprodução/Facebook

 

O ex-presidente Luiz lnácio Lula da Silva afirmou que “tem uma obsessão” em voltar à Presidência nas eleições de 2018: “Quero mostrar que é possível um Brasil melhor”.

Em entrevista aos jornalistas José Trajano, Juca Kfouri e Antero Greco, Lula disse que, caso seja condenado e inabilitado a se candidatar, acha o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad um bom nome para a disputa: “Já falei para ele: ‘Você tem que aproveitar essa crise na educação e botar o pé na estrada: mostrar tudo o que você fez quando era ministro da Educação’”. Também mencionou o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, da Bahia, Rui Costa, e do Ceará, Camilo Santana, como opções.

“O problema é que não se cria uma liderança de um dia para o outro”: “A pessoa, para chegar à Presidência, tem que ter base, tem que ter sustentação, gente defendendo ele no bar, senão é como um ovo sem gema, só a casca – não se sustenta”.

O petista disse que a ex-presidenta Dilma Rouseff foi um desses casos sem sustentação: “Ela achava que ter uma conversa era perder tempo. Mas na política não é.  Ela tinha dificuldade nessa relação política e os políticos se aproveitaram disso. No meio do processo de impeachment eu fui à Brasília para conversar com os deputados e senadores, e a rejeição a ela era quase que total pelos parlamentares”.

Sobre os adversários nas eleições à Presidência, Lula disse que Jair Bolsonaro provavelmente não será candidato e, caso seja, não terá chance de vencer: “Acho que as pessoas vão ter vergonha de dizer que vão votar numa pessoa tão reacionária”.  Sobre João Doria, o tucano ainda teria que “provar”: “Por enquanto ele é só o ‘João trabalhador’ que não trabalha. Tem que provar como prefeito de São Paulo, não adianta fugir para se candidatar a outra coisa”. O ex-presidente afirmou também que Geraldo Alckmin deve ser o candidato pelo PSDB, ou então o partido tentaria “inventar alguém”.

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