Barroso intima diretor da PF para explicar declarações sobre caso Temer

Fernando Segovia disse à imprensa que inquérito que apura pagamento de propina em troca de um decreto assinado pelo presidente deve ser arquivado

O ministro do STF Luís Roberto Barroso intimou o diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, a explicar as declarações dadas à imprensa nas quais recomenda o arquivamento da investigação sobre Temer e o decreto que teria favorecido a empresa Rodrimar, do setor portuário.

Barroso é relator do inquérito e disse que ainda não recebeu o relatório final da PF, nem manifestação da Procuradoria-Geral da República. “Se confirmada, [a conduta de Segovia] é manifestamente imprópria e pode, em tese, caracterizar infração administrativa e até mesmo penal”, disse o magistrado ao jornal Valor Econômico.

Barroso também encaminhou o caso ao Ministério Público Federal “para que, na condição de órgão de controle externo da atividade policial federal, tome as providências que entender cabíveis”.

Segovia, afirmou nesta sexta-feira (9), em entrevista à Reuters, que a tendência é a recomendação do arquivamento da investigação contra Michel Temer.

Segundo ele, as investigações não comprovaram que houve pagamento de propina por parte da empresa Rodrimar, que opera no porto de Santos, em troca da edição do decreto que prorrogou contratos de concessão e arrendamento portuários, assinado por Temer no ano passado. Segundo Segovia, também não há indícios de que o decreto beneficiou a Rodrimar.

Leia mais: Diretor-geral da PF diz que investigação contra Temer deve ser arquivada

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