“Aquilo não podia estar acontecendo”, diz Janot sobre a 1ª vez que ouviu gravação de Joesley

Gravação envolveu pela primeira vez o nome do presidente Michel Temer e embasou a denúncia apresentada por Janot

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, descreveu a primeira vez em que escutou a conversa entre o presidente Michel Temer e o empresário da JBS Joesley Batista, gravada para negociar um acordo de delação premiada. Pensei que “era mentira e que aquilo não podia estar acontecendo”.

“Depois de três anos e meio de Lava Jato, com todos os números alcançados, era inacreditável que a prática de crime continuasse de maneira aberta”, disse, segundo a Agência Brasil.

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“Aí nos foram apresentadas partes de uma gravação em que se comprovava envolvimento desses altos dignitários da República. Foi a primeira colaboração para cessar prática delituosa e não delitos acontecidos no passado. E delitos gravíssimos”, afirmou o procurador nesta segunda-feira (17), em uma palestra em Washington.

Janot defendeu a imunidade concedida a Joesley Batista como necessária para que o acordo de delação premiada fosse feito, e disse acreditar que a mesma garantia dada pelo Ministério Público Federal (MPF) também teria sido dada nos Estados Unidos, caso houvesse uma investigação semelhante. No acordo com o MPF, está previsto que Joesley não será preso e poderá morar fora do Brasil.

O procurador disse que faria o acordo novamente se fossem apresentadas as mesmas condições. E defendeu a ação controlada (o empresário gravou conversa com o presidente com aval e orientação do MPF). “Antes de elaborado o acordo, esses criminosos concordaram em participar de outro meio de obtenção de prova que é previsto na lei, que é a ação controlada”, afirmou.

Um comentário

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Regina Maria de Souza

17/07/2017 - 23h30

Sr. Janót, o MPF chegou à maior empresa financiadora do propinoduto, por que não prende os responsáveis? Quem maior que eles o sr. pretende pegar? Ou então admita: o sr. quer pegar os corrompidos, não os corruptores Em minha vida de servidora pública, pregava o contrário: pegar os corruptores.
Será que os corrompidos não serão a casta política? É essa que o MPF pretende extirpar, em associação com a justiça norte-americana? Diga também que o sr. Joesley veio ao Brasil com salvo-conduto, agora que é cidadão americano. O MPF não pode por as mãos nele. Ele está aqui para fazer terra arrasada entre nós.

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