Enquanto o ninho pega fogo, tucanos lançam Alckmin para presidente: do PSDB e da República

Com o afastamento do senador Tasso Jereissati (CE) do comando interno da sigla, na última quinta-feira (9), o nome do governador do estado de São Paulo foi levantado para unificar o partido.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, não descartou a possibilidade de assumir a Presidência do PSDB, após negar esse cenário de forma contundente nos últimos dias. “Temos dois pré candidatos. Vamos aguardar. Essa é uma decisão coletiva do Brasil inteiro”, disse o tucano na convenção estadual da legenda.

O governador chegou ontem (12) à assembléia legislativa na capital paulista, local da convenção do PSDB, ao lado do ex-governador Alberto Goldman, que assumiu o cargo de presidente interino do partido após Aécio Neves (MG) destituir Tasso Jereissati (CE) do posto. Tasso e Marconi Perillo, governador de Goiás, vão disputar o comando da legenda na convenção nacional marcada para o dia 9 de dezembro.

De acordo com o Estado de São Paulo, ao lado de Goldman e do senador José Serra, Pedro Tobias, aliado histórico do governador, e reeleito presidente do Diretório Estadual do PSDB, fez um “apelo público” para que Geraldo Alckmin presida a sigla nacionalmente. “Geraldo você é a pessoa que pode levantar o partido. Estamos à beira da divisão e precisamos de você”, disse.

Goldman, por sua vez, fez um discurso pela unidade. “A mais importante tarefa que talvez eu tenha agora é produzir um Diretório Nacional unificado, não permitir que esse partido se divida em chapas. A chapa tem que ser uma só, senão dividimos o partido ao meio no país inteiro. Aí, o PSDB acaba”, afirmou.

João Doria deixou público que defende Perillo para presidir a legendas mas, “se for necessário”, que Geraldo Alckmin assuma o comando como terceira via. “Será bom para o partido”. Doria deixou a convenção antes do discurso de Alckmin.

José Serra, também presente, foi festejado como possível candidato a governador de São Paulo. A juventude tucana cantava “Um, dois, três, é Serra outra vez”, em referência à sucessão de Alckmin. A aliados, Serra ainda não descartou por completo entrar na disputa pela sucessão de Michel Temer.

Com a crescente disputa entre Tasso e Perillo pelo comando do partido, a tese de indicar Alckmin como uma terceira via vem ganhando adeptos. Fernando Henrique Cardoso, em sua página pessoal no Facebook, disse esperar que Alckmin “tenha uma posição central na legenda”.

Aliados do governador dizem que Alckmin, apesar de reticente em disputar a vaga, fará o que for necessário para manter a unidade do PSDB. Caso seja aclamado na convenção nacional como solução de consenso, aceitará a “missão”.

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2 Comentários

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Ruth

13/11/2017 - 13h29

Podem fazer convenções,indicar qualquer um que o povo não é mais aquele de 10 anos,que votava sem a mínima convicção do que queria,hoje com as redes sociais mostrando quem são os verdadeiros ladrões e corruptos que sempre compraram a mídia e o judiciário para nunca serem investigados e presos e de maneira astuta e rasteira passar para o povo que os corruptos e ladrões estão no PT.

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C.Poivre

13/11/2017 - 12h20

Mídia e sistema judicial (a ditadura midiático-judicial) são os maiores responsáveis pelo surto de imbecilidade que vigora no país:

http://www.tijolaco.com.br/blog/soltaram-os-bichos-nao-reclamem/

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