Alberto Goldman, vice tucano: Diretas Já? Nem pensar!

Vice-presidente do PSDB defende transição com Temer e eleição indireta no Congresso, e diz que reformas trabalhista e previdenciária não podem parar

O PSDB quer a renúncia do presidente Michel Temer e eleições indiretas para escolher o substituto ou substituta. É o que defende o vice-presidente nacional do partido e ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman.

Em entrevista à BBC Brasil, disse que eleição direta sequer deve ser uma alternativa porque “mudar a Constituição a um ano e meio das eleições de 2018 para mexer no processo eleitoral não tem o mínimo sentido”.

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Goldman defende a saída de Temer e a escolha de um presidente pelo Congresso como uma “forte possibilidade”: A transição deve ser feita “com Temer, não contra ele”.

Vice do PSDB, Alberto Goldman (Foto: George Gianni/PSDB)

“Para o país, seria a melhor solução ele [Temer] entregar [o cargo] e nós mantermos o conjunto de forças políticas que estão hoje propondo as reformas que o país tem que fazer”, afirmou.

O tucano declarou apoiar um acordo com a oposição para suspender as reformas previdenciária e trabalhista até a eleição de um novo governo em 2018.

Goldman era deputado federal pelo PMDB em 1984 e, em abril daquele ano, votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que propunha o restabelecimento das eleições diretas para presidente. A proposição foi derrotada. Faltaram 22 votos para que o projeto fosse encaminhado para apreciação do Senado. No Colégio Eleitoral, em janeiro de 1985, Goldman votou no então candidato oposicionista Tancredo Neves.

Questionado na entrevista sobre qual seria a diferença entre as diretas de 1984 e de 2017, respondeu que “Nada tem a ver uma coisa com a outra. A palavra é a mesma, eleição direta, mas são dois processos absolutamente diferentes”. Defende ainda que os casos de eleição indireta devem ser excepcionais.

Ele rechaça também o argumento de que parlamentares investigados não têm legitimidade para escolher um presidente: “Pera aí, porque alguém é investigado, ele não tem legitimidade? Alguma investigação retira mandatos?”.

Afirma que o Brasil atravessa uma “crise política grave, profunda”, pois o Presidente da República está sendo investigado, deputados e senadores estão sendo investigados, o Ministério Público está sendo contestado em uma séria de coisas na sua forma de agir. Mas nega que exista uma crise institucional. “As instituições estão funcionando”.

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