Todas as matérias: Gabriel Priolli

Lula e PT na mídia, sempre mais iguais que os outros

Talvez a Globo possa esclarecer na próxima edição de seu manual de redação. Se houver alguém disponível na equipe, evidentemente. Alguém que não esteja mobilizado para criminalizar o PT e condenar Lula, porque tudo nesta vida tem as suas prioridades...

Referendo já, para dar rumo às baratas tontas

Dentro de um ano e meio, pode não sobrar nada para preservar. A enxurrada terá levado os direitos, as conquistas, o ouro, o pote e qualquer esperança de um céu multicolorido.

Novo Projeto Editorial da Folha vem escrito em cor de rosa

É uma lástima que milhões de brasileiros, muitos dos quais já foram seus leitores e mesmo assinantes, não enxerguem a Folha de 2017 com esse mesmo óculos cor-de-rosa. Talvez fossem mais felizes, se não vissem como a Folha fez e faz jornalismo de campanha há mais de dez anos, desde o Mensalão.

Pela terceirização geral da mídia

Neste momento auspicioso da vida nacional, em que 85 anos de proteção ao trabalhador são encerrados na aprovação de uma moderna e vibrante lei de terceirização da mão de obra, todos nós devemos refletir.

Gabriel Priolli e as lições diárias de desjornalismo da imprensa brasileira.

Na quarta-feira, dia 15, centenas de milhares de brasileiros saíram às ruas no país todo contra a reforma da Previdência. A imprensa falou em greve dos transportes, greve de servidores públicos, distúrbio ao trânsito, caos nas cidades, ato de apoio a Lula, menos no que levou tanta gente a se mobilizar. Deu voz a todos que quiseram atacar o protesto e a ninguém que pudesse simplesmente explicar o seu sentido.

Quem cria corvos compartilha a carniça.

Na penúltima vez em que a imprensa brasileira incentivou e sustentou uma aventura golpista, ela levou muitos anos para se arrepender e voltar ao campo democrático.

A miséria informativa compromete a democracia.

Não é preciso ter mais do que o Tico e o Teco na cabeça, mal falando entre si, para entender que a superficialidade das informações e o seu consumo acelerado, desatento, não fomentam exatamente a reflexão.

O jogo pesado de bolas e bytes.

A quebra do monopólio esportivo não fragiliza a Globo apenas na TV aberta, mas afeta também os seus interesses na TV por Assinatura - um setor que perde clientela aceleradamente para os serviços de Smart TV, ou TV Conectada.

Na temporada de más notícias, a mídia é vidraça.

A mídia brasileira está bastante inquieta, nas últimas semanas. Mais do que divulgadora, ela é uma grande geradora de notícias neste verão tórrido.

Opiniões voláteis num Brasil sem rumo.

O ritmo vertiginoso de consumo dos fatos, obviamente, compromete a sua devida fruição. Impede que eles sejam bem analisados, pesados, compreendidos de verdade.

A verdade é obra de todos.

Se a sua informação é parcial e duvidosa, porque editada por critérios políticos e não jornalísticos, como pretender que as pessoas confiem nelas?

Mentira e cadeia contra o novo jornalismo.

O que Trump sinaliza, com as suas medidas iniciais, é que vai insistir na técnica do nazista Joseph Goebbels, de mentir reiteradamente até que a mentira torne-se verdade para a opinião pública.

O Coral dos Babuínos

O coral dos babuínos tem récitas diárias nos telejornais, nos programas policiais e nas rádios. Garganteia nos parlamentos, nos púlpitos, nas tribunas. Vocifera pela boca dos agentes da lei.

Informação, essa coitada.

Na TV, o show não pode parar e todo fato vira logo espetáculo, agigantado, exagerado, torcido e distorcido. Sobretudo o fato policial e o político, e mais ainda o fato que é as duas coisas, político-policial.

Jornalismo de autodestruição

A imprensa brasileira apostou no "quanto pior, melhor". Deve se sentir melhor agora que venceu a aposta - e definha, de tanto que piora.