Tristes tempos, mas na Argentina tem resistência. Aqui, nada.

A vitória contundente do Sebastián Piñera no Chile, agradou bastante Michel Temer e na Argentina o Mauricio Macri. Qualquer coisa que deixe Michel Temer feliz, é ruim para o povo brasileiro. Qualquer coisa que deixe Mauricio Macri feliz, é ruim para o povo argentino

No domingo agora, dia 17, foi o segundo turno da eleição presidencial no Chile. E ganhou a direita, Sebastián Piñera ganhou e ganhou bem, nove pontos de vantagem. O derrotado ligou para Piñera se pondo às ordens para colaborar.

Atitude um pouco diferente da que teve aquele cafajeste provinciano mineiro, aquele playboy de quinta categoria, aquele ladronzuelo, chamado Aécio Neves, quando perdeu para Dilma Rousseff.

A vitória contundente do Sebastián Piñera no Chile, agradou bastante Michel Temer e, na Argentina, o Mauricio Macri. Porque com isso o neoliberalismo à direita fez o triângulo com o presidente legítimo do Chile, eleito, assume em março, um presidente legítimo na Argentina, foi eleito e um golpista de meia tigela no Brasil, um anão moral, chamado Michel Temer.

Tempos duros vêm aí. Qualquer coisa que deixe Michel Temer feliz, é ruim para o povo brasileiro. Qualquer coisa que deixe Mauricio Macri feliz, é ruim para o povo argentino. Aliás, falar em Argentina, eles lá estão debatendo uma lei de reforma da Previdência Social que foi ditada linha por linha pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Eu achei que era cópia direta do brasileiro, não. A deles foi traduzido do inglês, não do português. É um pouquinho mais suave que aquela original que o antigo presidente do Conselho da JBS, o Henrique Meirelles queria. Tempos duros.

Há uma diferença grave e que dá pra gente pensar no que está acontecendo na Argentina e no Brasil. Lá, quando a lei chegou no Congresso, na Câmara dos deputados, quinta-feira da semana passada, o Congresso foi cercado e foi preciso uma repressão brutal em cima dos manifestantes para que a sessão fosse suspensa. Nesta segunda, dia 18, voltou a sessão e voltou a repressão brutal.

Eu fiquei horas vendo na internet, eu conheço bem Buenos Aires, a cidade virou um campo de guerra, um campo de batalha. Triste, triste ter de reprimir para impor uma lei que vai sacrificar não só a vida dos jovens que estavam se manifestando, mas sobretudo a vida dos pobres e dos mais velhos.

Tristes tempos, mas lá na Argentina, pelo menos, há uma resistência popular nas ruas. Aqui, nada.

4 Comentários

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Antonio - SC

23/12/2017 - 17h57

É que brasileiro é muito bonzinho

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C.Poivre

21/12/2017 - 16h18

Brasil, uma máquina de moer pobres:

https://caviaresquerda.blogspot.com.br/2017/12/o-brasil-e-uma-maquina-de-perversidade.html

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Regina Maria

20/12/2017 - 04h40

Solidariedade a los hermanos. Luto em espírito com eles – que têm, aliás, a mesma luta nossa. Quero crer, porém, que usamos estratégias diferentes. Aqui hospedamos autoridades internacionais especializadas em provocar o caos e praticar a invasão do país para a “pacificação” (leia-se: destruição dos movimentos de resistência), um judiciário que, em boa proporção, se esqueceu da Lei. Penso que é momento mais para xadrez do que para truco. Oxalá tenhamos alguma razão e recuperemos de volta nossa nação!

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Tristes tempos, mas lá na Argentina há resistência popular. Aqui, nada. | BRASIL S.A

19/12/2017 - 18h21

[…] Fonte: Tristes tempos, mas lá na Argentina há resistência popular. Aqui, nada. […]

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