Refugiada na Colômbia, ex-procuradora venezuelana Luísa Ortega viaja ao Brasil

Para o governo da Venezuela, Luisa Ortega adorou uma postura irresponsável ao incitar a violência: "autora intelectual de cada uma das mortes e ferimentos que aconteceram", declarou o procurador-geral.

Luisa Ortega Diaz (Foto: Telesur)

A ex-procuradora-geral da Venezuela Luisa Ortega Díaz, que havia fugido para a Colômbia, está chegando no Brasil nesta terça-feira (22), anunciou a imigração colombiana.

Ainda não se sabe se ela tem intenção de pedir asilo político, ou se pretende apenas participar de reunião com diplomatas do Mercosul que estão no Brasil, e depois regressar à Colômbia.

As autoridades não informaram se ela viajou acompanhada de seu marido, o ex-deputado Germán Ferrer, e de dois ex-funcionários do Ministério Público que estavam acompanhando o casal.

Horas antes, a imprensa especulava sobre a possibilidade de ela ir aos Estados Unidos, onde pediria asilo político.

Luísa Ortega chegou em Bogotá em um voo que veio de Aruba. A viagem dela começou em Caracas, capital da Venezuela, depois seguiu pelas costas da Península de Paraguaná, ainda em território venezuelano, de onde ela foi a Aruba em um barco.

Na segunda-feira, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, declarou, pelo Twitter, que Luisa Ortega “está sob proteção do Governo colombiano” e disse que “se pedir asilo, vamos outorgar”.

Para o procurador-geral Tarek Saab, que sucedeu Luisa Ortega no Ministério Público, o apoio “incondicional” de Santos mostra que a Colômbia é o “epicentro da conspiração” internacional contra o país.

O chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, disse que a postura colombiana é cínica. “Bogotá se transformou no centro da conspiração contra a democracia e a paz na Venezuela. Vergonha histórica”.

Luísa Ortega foi procuradora-geral, designada pelo Poder Legislativo, desde dezembro de 2007, até ser afastada do cargo no dia 5 de agosto pela Assembleia Nacional Constituinte.

Seu marido, Germán Ferrer, é acusado de estar envolvido em uma rede de extorsão e corrupção que operava dentro do Ministério Público, envolvendo empresários do setor da mineração. O governo encontrou provas como milhares de dólares depositados em contas na Suíça.

Além de ter feito campanha contra a realização de eleições para compor a Assembleia Nacional Constituinte, Ortega se recusou a aceitar a destituição anunciada pelos deputados constituintes, por exemplo.

Antes da fuga de Ortega da Venezuela, Tarek Saab já havia declarado: “Eu a considero autora intelectual de cada uma das mortes e ferimentos que aconteceram desde 1º de abril, e na sua consciência vão pesar cada um desses mortos e ferido, o luto e a tragédia que jorrou sangre neste país”.

A deputada constituinte e presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Delcy Rodríguez, afirma que Luísa Ortega Díaz é agente dos Estados Unidos e “que está atentando contra a ordem constitucional, contra os valores da sociedade venezuelana”.

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