Novas medidas de Trump prejudicam tanto os cubanos como os estadunidenses

De Havana, a jornalista Leslie Salgado comenta as últimas medidas de Trump contra Cuba.

 

Entre os novos usuários da zona especial de desenvolvimento de Mariel se encontra o distribuidor porto-riquenho do gigante de equipamentos pesados Caterpillar.

Essa informação foi publicada um dia antes pela imprensa cubana de que Donald Trump, de que a administração Donald Trump, fizesse suas novas regulações contra Cuba, endurecendo o bloqueio contra a ilha.

Entre essas regulações, está a proibição de comercializar com 179 entidades, entre elas, está a zona especial de desenvolvimento de Mariel. Por isso, começava com esse exemplo.

Segundo as regulações, essas entidades estão relacionadas ao setor cubano militar de defesa de segurança. Mas, por exemplo, há uma loja de leques ou uma joalheria.

A diretora nos Estados Unidos da Chancelaria cubana classificou como arbitrária a lista. Vocês podem consultar no site da OFAC.

Essas não são as únicas regulações. Há outras relacionadas a viagens dos estadunidenses para Cuba. A partir daquela quinta-feira, quem viaja em categoria não acadêmica, povo a povo, terá que fazer sob a jurisdição de uma entidade estadunidense, além da companhia de um representante desta entidade.

Por outro lado, os que viajam na categoria apoio ao povo cubano terão que apresentar um documento preenchido com contatos da sociedade civil cubana e com atividades de apoio à liberdade. Uma regulação com claríssimos fins políticos.

Uma das pessoas que está olhando as medidas do governo Donald Trump contra Cuba é o republicano Mario Díaz-Balart. Ele disse quando foram anunciadas essas regulações: “Os anúncios de Trump incluem alguns primeiros passos positivos. Estou, no entanto, decepcionado porque essas regulações não implementam completamente o que o presidente havia pedido. Está claro que alguns indivíduos dentro da burocracia que apoiam a antiga administração, a política de Cuba da antiga administração, continuam desestimando o presidente Trump”.

Mario Díaz-Balart, este cubano-americano que ergueu também uma carreira sobre o discurso antirrevolução cubana de Miami se sente decepcionado. E o que foi que o presidente mandou? A que se refere a Mario Díaz-Balart? Refere-se a um memorando em junho deste ano e do qual falamos aqui no Nocaute.

Marco Rubio e Mario Díaz-Balart estão movendo os moinhos da política de Donald Trump contra Cuba.

Essas novas regulações não são positivas, pelo contrário, tanto para os cubanos como para os estadunidenses, mas eles parecem não se importar muito.

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