Mais de oito milhões votaram pela Assembleia Constituinte na Venezuela

Pelo menos 1.500 pessoas denunciaram que foram impedidas pela oposição de votar, e foram roubadas e queimadas 150 urnas; oposição bloqueou avenidas e colocaram bombas em uma barricada.

A presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena, anunciou o primeiro boletim oficial sobre a eleição para compor a Assembleia Constituinte. Votaram 8.089.320, o equivalente a 41,53% do eleitorado. O voto não é obrigatório na Venezuela.

Pelo menos 1.500 pessoas denunciaram que foram impedidas pela oposição de votar e foram roubadas e queimadas 150 urnas nos estados fronteiriços de Mérida, Táchira, Trujillo e Zulia. Uma hora depois, o CNE conseguiu repor as máquinas e retomar a votação.

Depois de encerrada a votação, o presidente Nicolás Maduro participou de uma comemoração na Praça Bolívar, centro histórico da capita, Caracas. “Abrimos a porta para o horizonte futuro. Temos a certeza, já deram o primeiro boletim, mais de oito milhões. É a maior votação em que triunfou a Revolução Bolivariana em toda a história eleitoral, nesses dezoito anos”, declarou.

A Constituinte foi convocada pelo presidente em 1º de maio, com base no artigo 348 da Constituição da Venezuela. O objetivo principal é oferece uma via de diálogo entre chavistas e oposição.

A eleição do domingo foi para escolher 537 entre 545 deputados da Constituinte, de acordo com dois critérios, o territorial e o setorial.

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Entre os constituintes eleitos pelo critério territorial estão Cilia Flores, Delcy Rodríguez, Iris Varela, Jesús Faría, Juan Carlos Alemán (Distrito Capital), Diosdado Cabello (Monagas), Francisco Ameliach, Juan Carlos Otaiza (Carabobo), Ricardo Molina, Roque Valero (Aragua), Carmén Meléndez e Luis Jonas Reyes (Lara).

Elaborado por Nocaute

A oposição rejeitou participar da Constituinte e tentou impedir que eleitores votassem. Prevendo que isso pudesse acontecer, o CNE disponibilizou um estádio municipal em Caracas, o Poliedro, para colocar urnas à disposição das pessoas.

O enviado especial do Brasil de Fato à Venezuela reportou que 19 pessoas podem ter morrido, todas relacionadas com ataques violentos contra o processo Constituinte.

O Ministério Público está investigando. Já se sabe com certeza que oito pessoas foram assassinadas, sendo três no estado fronteiriço de Táchira, três em Mérida, uma em Lara e uma em Sucre.

Alguns setores fizeram protestos violentos para tentar impedir a votação, como bloquear avenidas.

Em Altamira, bairro nobre de Caracas, colocaram uma bomba em uma barricada para ferir integrantes da Polícia Nacional Bolivariana.

Segundo o jornal Ciudad Caracas, cinco civis e sete policiais da Guarda Nacional ficaram feridos e várias das motos foram incendiadas pela força dos explosivos.

O atentado aconteceu no meio da jornada eleitoral, por volta das 13h (14h de Brasília).

Como a oposição não participou da campanha e fez uma série de convocações ao boicote, o CNE já esperava que atitudes violentas pudessem acontecer.

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