FBI não descobre o que são “os ataques sonoros” a diplomatas americanos em Cuba

A hipótese de um possível sonoro ataque pode servir como estratégia de senadores americanos para esfriarem as relações diplomáticas entre Cuba e Estados Unidos.

No início deste ano, mais precisamente no dia 9 de janeiro, o senado dos Estados Unidos celebrou uma audiência com o título “Ataques a diplomatas americanos em Havana”. Você já deve imaginar que o tema era os supostos ataques acústicos. O organizador principal desta audiência foi o senador republicano pela Florida, Marcos Rubio, e foi presidida pelo senador democrata Bob Mendez, ambos conhecidos por um histórico anti-cubano bastante prominente. Nesta audiência se escutou mais de uma vez o termo “ataques”, sem questionar se havia evidências ou não para justificar esta palavra.

Dias antes a agência AP divulgou os resultados das investigações que o F.B.I realizou em quatro viagens para Havana, onde foi esclarecido que não havia evidência para justificar que esses ataques existiram.

Vários cientistas, tanto cubanos, como da comunidade internacional, falaram sobre a impossibilidade de que uma arma infra ou ultrassônica tivesse realizado esses ataques, pois os sintomas seriam diferentes dos que alegam as 24 vítimas: dor de cabeça, perda da audição e contusão cerebral. Todos dizem que não existem evidências clínicas para suportar esses sintomas.

Mesmo assim, o governo dos Estados Unidos, no dia 29 de setembro de 2017, retirou boa parte de seus funcionários de Havana, afetando os serviços que esta embaixada oferece na capital cubana. A emissão de vistos, por exemplo, não seria mais realizada em Havana. Dias depois, exatamente no dia 3 de outubro de 2017, o Departamento de Estado anunciou que tinham decidido que 15 funcionário deviam deixar a embaixada cubana em Washington. Antes, em março, tinha decido que sairiam dois, o que virou 17 no mesmo ano. Exatamente nesse mesmo dia, diante da imprensa, o chanceler cubano Bruno Rodriguéz Parilla, explicou todos esses acontecimentos, e como em fevereiro do ano passado, pela primeira vez, o Departamento de Estado informou à Havana sobre a evidências desses supostos ataques acústicos e que supostamente haviam ocorrido no final de 2016 e fevereiro de 2017, período que esta informação foi divulgada. Ou seja, quanto tempo passou para que pela primeira vez se anunciasse a existência desses sintomas nos diplomatas norte-americanos e suas famílias.

Cuba, através de seu chanceler, explicou a realização de uma profunda investigação onde as declarações do FBI e a explicações e pronunciamentos dados por parte de cientistas da comunidade internacional, demonstraram a invalidez da hipótese oferecida pela oposição americana.

Enquanto esta saga dos supostos ataques acústicos que serviram para retroceder a relação entre Cuba e Estados Unidos não terminam, um jornalista está para publicar uma investigação de um médico que foi da marinha e professor acadêmico, que foi à Havana atender essas supostas vítimas. Esta investigação será publicada por uma importante revista científica americana e dizem que, supostamente, oferecerá evidências de que os ataques acústicos existiram. O F.B.I, como havia dito, afirmou que não existem evidências para este ataque e viajaram quatro vezes até Cuba. Ou seja, uma colaboração sem precedentes entre Cuba e Estados Unidos, viajaram em quatro ocasiões para Havana para realizar a investigação.

Os ataques serviram para levar as relações entre Cuba e os Estados Unidos, onde o senador Marcos Rubio queria. Até ai não mudaram muito as coisas, mas ninguém duvida que da Florida, Marco Rúbio e seus aliados continuam trabalhando para que as relações entre Cuba e Estados Unidos chegue novamente a ruptura total.

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