Constituinte é a arma do povo contra o terrorismo

Ministro da Comunicação venezuelano, Ernesto Villegas, fala com exclusividade ao Nocaute sobre o ataque terrorista ocorrido na última terça (26) em Caracas

Seguramente há um cerco midiático externo e interno, pois alguns veículos de comunicação aqui em nosso próprio país silenciaram, de maneira estrondosa, o fato inesperado que aconteceu aqui mesmo, mas imediações e nos arredores do Tribunal Supremo de Justiça e ao redor da sede do Ministério de Interior e Justiça.

Um helicóptero furtado por um sujeito de nome Óscar Alberto Pérez que, valendo-se de sua condição de funcionário do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas, roubou o helicóptero e sobrevoou essas sedes dos poderes públicos, efetuou disparos e lançou granadas explosivas contra essas instituições.

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No Ministério de Interior e Justiça, acontecia uma confraternização, uma festa no terraço para os jornalistas por ocasião de comemoração do seu dia nacional na Venezuela. Havia cerca de 80 pessoas no terraço. Foram efetuados pelo menos 15 disparos no prédio naquele momento. E aqui, no Tribunal de Justiça, foram lançadas algumas granadas, além de disparos que atingiram o edifício enquanto, no seu interior, acontecia uma sessão da Sala Constitucional do tribunal máximo do país.

Foram atentados com métodos terroristas que, graças à rápida ação de membros da Guarda Bolivariana, impediram uma tragédia. Mas isso não ameniza a gravidade máxima de atentados não somente à vida, mas à ordem constitucional na Venezuela.

O governo bolivariano emitiu na terça-feira (27) um comunicado, por iniciativa do presidente da República, denunciando essas ações como parte de uma escalada golpista que pretende alterar a ordem constitucional na Venezuela. E que têm como objetivo específico impedir o voto das venezuelanas e venezuelanos convocados para escolher uma Assembleia Nacional Constituinte no próximo dia 30 de julho.

Nesta quarta-feira, foram feitos pronunciamentos de distintos poderes do Estado, do Conselho Nacional Eleitoral, o Ministério Público, o próprio Tribunal Supremo de Justiça, o Ministério do Interior e Justiça emitiram pronunciamento. Lamentavelmente, a procuradora geral da República deu uma declaração omitindo, de maneira absoluta e total, referências a esse episódio, que tem várias implicações. Está em andamento uma tentativa de golpe de Estado, que ficou registrada de maneira audiovisual e que o mundo precisa conhecer.

Esses fatos estão em pleno andamento, e a ferramenta política que o presidente Nicolás Maduro colocou sobre a mesa para superar essas dificuldades em distintos campos, e que somaram expressão de uma linha insurrecional e de violência, respondidas pelo presidente Nicolás Maduro com um proposta política, participativa, democrática da Assembleia Nacional Constituinte. Essa Carta democrática – uma verdadeira Carta democrática venezuelana – é a participação com o voto de todos os venezuelanos na Assembleia Nacional Constituinte. E essa resposta violenta, inconstitucional, lamentavelmente deve ser rejeitada por todos com massiva participação nas eleições.

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