Argentina identifica restos mortais de desaparecido na ditadura

Médico foi preso, torturado e enterrado em cova clandestina no hospital onde trabalhava durante a ditadura argentina; responsáveis serão julgados em março.

O médico Jorge Roitman foi levado por agentes da repressão no dia 2 de dezembro de 1976 quando estava em sua casa, em Ramos Mejía, na região metropolitana de Buenos Aires, na Argentina. Foi levado ao Chalet, uma das prisões clandestinas da última ditadura civil-militar (1976-1983), e que funcionava no mesmo lugar onde ele trabalhava, o Hospital Posadas.

Ali ele esteve preso por alguns dias e foi torturado. Depois, desapareceu. Segundo testemunho da única sobrevivente do Chalet, Gladys Cuervo, ele foi torturado até a morte. Seus restos mortais nunca tinham sido encontrados.

A Equipe Argentina de Antropologia Forense (EAAF) identificou como sendo dele uma ossada que estava no prédio do Hospital Posadas.

Os restos mortais do médico foram achados no dia 8 de novembro por um pedreiro que estava cavando para uma obra no local.

Roitman estava enterrado a 60 centímetros da superfície. Perto do corpo havia várias meias amarradas uma na outra, formando um cordão.

Neste hospital estima-se que desapareceram uma dezena de funcionários. É possível que sejam feitas escavações no terreno para tentar achar outras ossadas.

O julgamento dos responsáveis pela morte de Roitman começará em março.

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